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Indenização de Mariana tem prazo de adesão estendido pela Samarco

mais 45 dias, até 15 de agosto, o prazo de adesão ao Programa Indenizatório Defi
Reprodução Correiodecarajas

Indenização de Mariana tem prazo de adesão estendido pela Samarco

A mineradora Samarco anunciou a prorrogação do prazo para que atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão possam aderir ao Programa Indenizatório Definitivo (PID). O novo limite para a formalização do pedido foi fixado em 15 de agosto, concedendo aos interessados um período adicional de 45 dias para regularizarem sua situação e buscarem a reparação financeira pelos danos causados pelo desastre ocorrido em 2015.

Alcance e execução do programa de reparação

O PID funciona como um dos pilares centrais do Novo Acordo do Rio Doce, visando simplificar o acesso a compensações para pessoas físicas e jurídicas. Segundo dados divulgados pela mineradora, o programa já alcançou a marca de 305 mil pessoas indenizadas, totalizando um montante de R$ 11,2 bilhões em pagamentos realizados até maio. A empresa reforça que, quando a documentação é entregue de forma completa, o prazo médio para o processamento e pagamento da indenização de R$ 35 mil é de aproximadamente 20 dias.

Critérios de elegibilidade para os atingidos

Para ingressar no programa, é necessário que o solicitante cumpra requisitos específicos estabelecidos no Novo Acordo do Rio Doce. Entre as condições exigidas estão:

  • Ter idade superior a 16 anos na data do desastre, em 5 de novembro de 2015.
  • Possuir cadastro solicitado na extinta Fundação Renova até 31 de dezembro de 2021.
  • Ter ação judicial ajuizada até 26 de outubro de 2021, excluindo casos focados apenas em danos à água.
  • Ter ingressado no sistema Novel até 29 de setembro de 2023, sem acordos anteriores.

Os interessados podem obter detalhes adicionais sobre o processo de adesão diretamente pelo site da Samarco.

Contexto histórico do desastre ambiental

O rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, é reconhecido como um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil. O colapso liberou 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que percorreram 663 quilômetros ao longo da Bacia do Rio Doce, atingindo municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo até alcançar o oceano.

A tragédia resultou na morte de 19 pessoas e na destruição completa dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu. A estrutura era operada pela Samarco, uma joint venture formada pelas gigantes da mineração Vale e BHP Billiton, cujos impactos socioambientais seguem sendo objeto de medidas reparatórias quase uma década após o ocorrido.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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