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Ataques bolsonaristas levam mulheres conservadoras a buscar justiça nos EUA

governador do DF e senador, José Roberto Arruda
Reprodução Blogdomagno

Um grupo de mulheres conservadoras com atuação na política brasileira está avaliando a possibilidade de iniciar uma ação judicial nos Estados Unidos. A iniciativa surge em resposta a uma série de ataques que, segundo elas, são disseminados por um “gabinete do ódio” nas redes sociais. As alegações apontam para indivíduos brasileiros ligados ao bolsonarismo como os responsáveis por essa campanha de difamação e injúria, que tem como alvo figuras proeminentes do cenário político.

A decisão de buscar reparação legal em território americano é motivada pela gravidade dos conteúdos e pela identificação de supostos agressores que operam a partir do exterior. Entre os nomes citados pelas mulheres está o do influenciador Allan dos Santos, conhecido seguidor de Olavo de Carvalho e atualmente foragido da justiça brasileira, o que adiciona uma camada de complexidade à situação e justifica a busca por jurisdição internacional.

A escalada dos ataques digitais e a busca por reparação internacional

As mulheres conservadoras envolvidas na articulação desta ação legal têm reunido um vasto material probatório. Elas coletaram diversos posts em diferentes plataformas de redes sociais, que, segundo sua análise, configuram calúnia, difamação e injúria. Esses crimes, conforme a avaliação do grupo, também são passíveis de punição nos Estados Unidos, o que fundamenta a escolha do local para a eventual ação judicial.

A estratégia de buscar a justiça americana é reforçada pela presença de alguns dos supostos agressores fora do Brasil, dificultando a aplicação da lei apenas em território nacional. Um advogado nos EUA já foi contatado para analisar a viabilidade e os trâmites do processo, indicando um avanço concreto na intenção de responsabilizar os envolvidos pelos ataques digitais.

Figuras políticas no centro da controvérsia

Os alvos dos ataques digitais incluem figuras de destaque na política brasileira. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, são frequentemente mencionadas como vítimas dessa campanha coordenada. A amplitude dos ataques, no entanto, não se restringe a esses nomes, abrangendo outras mulheres que atuam na política ou se posicionam publicamente sobre temas sociais.

Michelle Bolsonaro, em um vídeo divulgado recentemente, fez críticas ao enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e mencionou explicitamente os ataques que vinha recebendo de pessoas no exterior. Ela citou a existência de um “grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio”, evidenciando a percepção de uma orquestração por trás das ofensas. O grupo de mulheres também avalia a possibilidade de incluir na ação ataques direcionados a mulheres de esquerda, desde que provenham dos mesmos perfis identificados fora do Brasil, ampliando o escopo da denúncia contra a disseminação de ódio online.

Repercussões políticas e a pressão interna

A gravidade dos ataques e a iminência de uma ação judicial internacional têm gerado repercussões significativas no cenário político nacional. A reclamação formal sobre a situação já foi levada ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e ao próprio pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, indicando a pressão para que o partido e seus líderes tomem providências.

A insatisfação com a situação transcendeu o universo feminino e ganhou voz pública através de outras figuras políticas. Em uma postagem na rede social ‘X’, o deputado Marcos Feliciano pediu que Flávio Bolsonaro “coloque os galos de rinha dentro da caixa”, alertando para a possível perda de apoio do eleitorado evangélico caso a situação não seja contida. Este episódio sublinha a crescente tensão e o impacto político dos ataques bolsonaristas nas redes sociais, que agora podem ter desdobramentos legais em âmbito internacional.

Fonte: blogdomagno.com.br

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