O período de veraneio em Marabá, que movimenta a Praia do Tucunaré durante o mês de julho, foi marcado por um susto no último domingo (12). Uma lancha de alumínio virou nas águas do rio Tocantins no início da noite, gerando momentos de pânico entre os ocupantes. Apesar da gravidade do incidente, não houve feridos, e o resgate foi realizado rapidamente por outras embarcações que navegavam pelo local.
Dinâmica do acidente e o impacto do banzeiro
O músico Marcos Neves, que estava na embarcação retornando de uma apresentação na praia, relatou que o rio apresentava um fluxo intenso de barcos no momento do ocorrido. Segundo ele, o movimento simultâneo de embarcações em sentidos opostos criou fortes ondas, conhecidas regionalmente como banzeiro. A lancha balançou sucessivamente antes de ser atingida por uma onda maior, que causou o emborcamento.
O barqueiro André Lima Costa, conhecido como Calango, foi um dos primeiros a prestar socorro. Ele ressaltou que a lancha não era uma das embarcações credenciadas para o transporte regular de passageiros entre a orla e a praia. Segundo sua avaliação, a embarcação transportava oito passageiros, além do piloto, excedendo a capacidade que ele estimou ser de cinco pessoas, e navegava em uma rota vulnerável ao impacto das ondas.
Desafios na fiscalização e segurança fluvial
A ocorrência reacendeu o debate sobre a necessidade de maior controle no tráfego fluvial. O Tenente Macedo, do 5º Grupamento Bombeiro Militar, explicou que o acidente aconteceu após o encerramento do serviço de guarda-vidas. Embora os bombeiros atuem na prevenção de afogamentos, o controle da navegação e a fiscalização de embarcações não fazem parte das atribuições da corporação.
Atualmente, a ausência de uma estrutura permanente da Marinha do Brasil ou da Capitania dos Portos em Marabá dificulta a manutenção de um ordenamento constante. Passageiros e profissionais do setor sugerem a implementação de corredores de navegação e maior rigor na fiscalização de velocidade e lotação, medidas que poderiam mitigar os riscos durante o pico do veraneio.
Contexto da atividade náutica na região
Enquanto os barqueiros credenciados seguem normas como a exigência de habilitação náutica, limites de lotação e oferta de coletes salva-vidas, a circulação de embarcações particulares e não regularizadas permanece como um ponto de atenção. O episódio serve como um alerta para a fragilidade da segurança no corredor fluvial, onde a falta de um sistema de ordenamento permanente coloca em risco a integridade dos banhistas.
Para mais informações sobre a segurança nas praias, acompanhe as atualizações em Correio de Carajás.
Fonte: correiodecarajas.com.br