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Etanol impulsiona descarbonização marítima com primeiro abastecimento em Santos

to de Santos (SP), o primeiro abastecimento com etanol de um navio porta-contêin
Reprodução Agenciainfra

Etanol marca nova era no transporte marítimo brasileiro

O Porto de Santos, em São Paulo, foi palco de um avanço significativo para a sustentabilidade global ao realizar o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol no Brasil. A operação, que envolveu a CMA CGM, a Copersucar e a Bunker One, utilizou o navio CMA CGM Iron, uma embarcação com capacidade para 13 mil TEUs equipada com motor tricombustível certificado.

Este marco reforça a viabilidade do uso do etanol como combustível renovável para a navegação de longo curso. A iniciativa é vista como um passo decisivo para a descarbonização do setor, aproveitando a expertise brasileira na produção de biocombustíveis em larga escala.

Logística integrada e infraestrutura portuária

A complexa operação logística exigiu uma coordenação precisa entre diversos agentes do setor. O etanol foi transportado até o porto, armazenado em infraestrutura dedicada e, posteriormente, transferido para a embarcação por meio de uma barcaça especializada.

O sucesso da manobra contou com o suporte técnico e operacional de parceiros estratégicos, incluindo a Ageo Terminais, a Santos Brasil e a Everllence. O apoio das autoridades regulatórias e portuárias foi fundamental para garantir que a transferência ocorresse dentro dos protocolos de segurança exigidos para operações de combustíveis renováveis.

Estratégia de neutralidade e futuro do setor

A ação está alinhada à meta global da CMA CGM de alcançar a neutralidade de carbono até 2050. O grupo planeja expandir sua frota sustentável, prevendo operar cerca de 200 navios porta-contêineres aptos a utilizar combustíveis de baixo carbono até 2031.

O etanol apresenta vantagens competitivas importantes, como a disponibilidade em escala comercial e uma infraestrutura de produção já consolidada no país. A expectativa é que a adoção deste combustível reduza significativamente as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo internacional, conforme detalhado pela Agência iNFRA.

Fonte: agenciainfra.com

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