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Kiev denuncia execuções de prisioneiros e aponta política russa de crimes de guerra

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Reprodução Euronews

O conflito em Eastern Europe continua a se desenrolar com graves acusações de crimes de guerra. Kiev tem denunciado que o exército russo executou centenas de prisioneiros de guerra ucranianos desde o início da invasão em grande escala em 2022. Estas alegações, que variam em número entre diferentes fontes ucranianas e internacionais, sugerem uma política deliberada por parte de Moscovo, levantando sérias preocupações sobre a violação das Convenções de Genebra.

A comunidade internacional e organizações de direitos humanos têm acompanhado de perto a situação, com relatórios da ONU a documentar casos e a Procuradoria-Geral ucraniana a abrir investigações. A gravidade das acusações ressalta a urgência de responsabilização e a necessidade de proteger os direitos dos combatentes capturados.

O trágico destino de soldados em Avdiivka

A brutalidade das execuções de prisioneiros de guerra foi vividamente ilustrada pelo caso do soldado Andriy Dubnytsky. Aos 25 anos, Dubnytsky foi morto em fevereiro de 2024, durante a retirada das tropas ucranianas de Avdiivka, uma cidade no leste da Ucrânia que se tornou um epicentro de combates intensos e foi subsequentemente capturada pela Rússia. Ferido e aguardando evacuação com cinco camaradas, quatro deles também feridos, Dubnytsky fez um último contato com sua esposa, Lyudmyla Dubnytska.

Em uma conversa emocionada em 15 de fevereiro, ele expressou seu nervosismo e a iminente captura. Horas depois, uma mensagem final indicou que seriam feitos prisioneiros, e então o silêncio. Dois dias depois, Lyudmyla reconheceria a tatuagem de uma cruz na mão de seu marido em um vídeo chocante divulgado nas redes sociais russas, mostrando cinco corpos caídos em uma poça de sangue congelado. A 110.ª brigada confirmou as mortes, acusando as forças russas de violar um acordo de evacuação.

Escalada das denúncias e investigações em curso

As autoridades ucranianas têm observado um aumento no ritmo das execuções de prisioneiros de guerra por parte das tropas russas a partir de 2023. Andriy Atamantchuk, responsável da Procuradoria-Geral ucraniana que supervisiona estes casos, afirmou que tais atos decorrem de uma política russa que

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