O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou um aporte de R$ 11,8 bilhões destinados a impulsionar o setor naval e portuário brasileiro. A decisão, tomada nesta quinta-feira (16), contempla um total de 15 projetos estratégicos que abrangem desde a construção e modernização de embarcações até o fortalecimento da infraestrutura portuária e da navegação interior no país.
Investimento bilionário no terminal Porto Sul
A maior parcela dos recursos aprovados pelo FMM, totalizando R$ 6,59 bilhões, será direcionada para a implantação do Terminal de Uso Privado (TUP) Porto Sul, localizado em Ilhéus, na Bahia. O empreendimento é de responsabilidade da Bahia Mineração (Bamin) e possui caráter estratégico por estar integrado à concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1).
Atualmente, a Bamin enfrenta desafios relacionados ao cumprimento das obrigações contratuais para a instalação do porto e da ferrovia. A empresa mantém negociações para a transferência do complexo, que engloba uma mina de ferro, para o grupo português Mota-Engil. A expectativa do setor é que a liberação do financiamento, que oferece condições mais competitivas de mercado, facilite o andamento desse processo de transição e viabilize a conclusão das obras.
Expansão da frota e tecnologia naval
Além do projeto portuário baiano, o FMM autorizou o investimento de R$ 1,98 bilhão para a construção de cinco navios-tanque gaseiros pressurizados pela Petrobras. A frota será composta por três embarcações com capacidade de sete mil metros cúbicos e duas unidades com capacidade de 14 mil metros cúbicos, voltadas ao transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
O setor de defesa também foi contemplado com a aprovação de R$ 1,35 bilhão destinados à Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON). O recurso será aplicado na construção de três Navios-Patrulha de 500 toneladas (NPa500BR), reforçando a capacidade operacional e a modernização da frota naval brasileira. Mais detalhes sobre as diretrizes do fundo podem ser consultados no portal da Agência iNFRA.
Fonte: agenciainfra.com