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O endurecimento das medidas foi justificado pelo descumprimento das condições de prisão domiciliar. Uma carta assinada pelo ex-presidente e lida publicamente pelo senador Flávio Bolsonaro em redes sociais foi considerada um ato com finalidade político-eleitoral. Segundo o ministro, o documento foi destinado ao público em geral, configurando uma tentativa de contornar a proibição de comunicação externa por intermédio de terceiros.
Essa ação foi vista como uma violação das medidas cautelares, que visam limitar a capacidade do ex-presidente de se comunicar sobre temas políticos. A decisão reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das determinações judiciais para manter a integridade do processo legal.
Além da suspensão geral de visitas, a decisão impôs proibições específicas com foco no cenário político-eleitoral. Ficam vetadas todas as visitas com “finalidade político-eleitoral” até o término das eleições de 2026. Esta medida abrange qualquer tipo de encontro que possa ter implicações para campanhas ou debates políticos.
Adicionalmente, o ministro proibiu a divulgação de manifestos político-eleitorais, independentemente do meio utilizado ou da intermediação de terceiros. Essas determinações visam evitar que a prisão domiciliar se torne uma plataforma para atividades políticas, garantindo a neutralidade e o cumprimento das restrições impostas.
Fonte: veja.abril.com.br
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