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Simone Tebet no Senado por SP: ex-ministra critica Tarcísio e busca eleitor moderado

Simone Tebet no Senado por SP: ex-ministra critica Tarcísio e busca eleitor moderado
Mato Grosso do Sul. Com atuação destacada na Casa Revisora do Congresso Nacional

Simone Tebet, figura proeminente no cenário político brasileiro, traça sua rota para o Senado Federal por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Com uma trajetória que inclui passagens como prefeita, deputada estadual e senadora por Mato Grosso do Sul, Tebet ganhou destaque nacional em 2022 ao disputar a Presidência da República pelo MDB, alcançando a terceira colocação.

Seu apoio decisivo à candidatura de Lula no segundo turno foi fundamental para a vitória do campo progressista, um gesto reconhecido com sua nomeação para o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento. Após deixar a pasta em março deste ano, Tebet filiou-se ao PSB e transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo, consolidando sua pré-candidatura ao Senado e posicionando-se para um novo desafio político.

Estratégia de campanha de Simone Tebet em São Paulo

Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto para o Senado em São Paulo, Simone Tebet adota uma postura cautelosa em relação à dianteira inicial. A pré-candidata avalia que sua agenda política tem potencial para gerar identificação tanto na capital e região metropolitana, abordando temas como mobilidade urbana, segurança pública, habitação e saúde, quanto no interior do estado, dada sua origem e conexão com o agronegócio.

Tebet enfatiza seu perfil de centro, que a distancia dos extremos ideológicos, um ponto estratégico em um momento em que o eleitorado paulista demonstra cansaço com a polarização política nacional. Ela observa um “cansaço muito grande” entre os eleitores, que percebem a falta de resultados concretos diante da persistente divisão.

Para converter a liderança nas pesquisas em uma vitória nas urnas, e com o objetivo de auxiliar a ex-ministra Marina Silva (Rede) a conquistar a segunda vaga ao Senado, a equipe de Tebet focará em dois pilares. O primeiro é destacar sua capacidade de construir consensos, enquanto o segundo é demonstrar que sua vasta experiência administrativa prévia representa um diferencial significativo frente aos seus concorrentes de direita, como André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (NOVO).

Confronto com Tarcísio de Freitas e a economia paulista

Recentemente, Simone Tebet e Marina Silva foram alvo de críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que questionou o fato de ambas não terem iniciado suas carreiras políticas no estado. A pessebista classificou a declaração como uma “absoluta inabilidade política”, lembrando que o próprio governador é carioca e deu seus primeiros passos na política na capital federal.

Embora não acredite que o episódio possa influenciar o processo eleitoral, Tebet expressa maior incômodo com outro comportamento do governador: a falta de reconhecimento dos esforços federais em prol de São Paulo. Ela destaca o impacto de um bilhão de reais a mais em caixa por mês que o estado obteve, resultado da negociação da dívida. Este processo, realizado dentro da legalidade pelo Ministério da Fazenda e, portanto, pelo Governo Federal do presidente Lula, foi crucial. “Sem isso, não sei como estaria a situação fiscal e econômica do Estado de São Paulo”, explicou Tebet.

Simone Tebet lembra ainda que, em 2025, enquanto o Brasil cresceu 2,3%, São Paulo, que representa uma fatia importante do PIB nacional, só avançou 0,5%. Para a ex-ministra, esses números colocam em xeque o discurso de gestor frequentemente associado a Tarcísio de Freitas. Ela questiona: “O que fez São Paulo cair tanto e puxar o Brasil para baixo? No inverso, se São Paulo tivesse crescido 2,3%, quanto teria sido o crescimento do Brasil?”.

Fonte: veja.abril.com.br

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