Pequim anunciou um conjunto de amplas restrições comerciais contra os Estados Unidos, incluindo novos controles à exportação de drones e a proibição de transações com seis entidades americanas. A medida é uma retaliação direta às recentes limitações impostas por Washington à tecnologia chinesa, intensificando as tensões entre as duas maiores economias globais.
A decisão surge em um momento delicado, antes da prevista visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos em setembro. Este cenário contrasta com os sinais de aproximação observados durante os encontros com o então presidente norte-americano, Donald Trump, em Pequim, em maio de 2026, evidenciando a volatilidade das relações bilaterais.
Escalada nas tensões comerciais entre China e EUA
O Ministério do Comércio chinês declarou que as sanções são uma resposta direta a ações recentes dos Estados Unidos. Entre elas, destacam-se a proibição, pela Comissão Federal das Comunicações (FCC), da importação de drones chineses e a inclusão de 43 empresas chinesas na lista do Departamento de Segurança Interna, sob a lei de prevenção do trabalho forçado dos uigures, que bloqueia a entrada de bens produzidos com trabalho forçado.
As autoridades chinesas argumentam que tais medidas