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Presidente de Ceuta classifica crise migratória como invasão e exige deportações

Presidente de Ceuta classifica crise migratória como invasão e exige deportações
Presidente de Ceuta fala em “invasão” de migrantes e pede deportações imediatas

A recente crise migratória no enclave espanhol de Ceuta, que viu cerca de 80 mil pessoas atravessarem a fronteira a partir de Marrocos, colocou a segurança das fronteiras da União Europeia sob intenso escrutínio. O presidente da cidade autónoma, Juan Jesús Vivas, classificou o episódio ocorrido entre 30 e 31 de julho de 2026 como uma “invasão” e solicitou medidas urgentes de deportação para os migrantes que permanecem no território.

As declarações foram proferidas durante uma audição na Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos do Parlamento Europeu. O evento, que contou com a presença do comissário europeu Magnus Brunner, discutiu o impacto humanitário e a integridade das fronteiras europeias frente ao fluxo migratório sem precedentes.

A crise migratória em Ceuta e o impacto na segurança

Segundo Juan Jesús Vivas, a entrada massiva de indivíduos equivaleu a quase a totalidade da população da cidade, gerando um cenário de instabilidade social e risco à segurança pública. O presidente enfatizou que, embora a maioria dos migrantes tenha retornado a Marrocos, a cidade permanece em estado de alerta, com centros de acolhimento operando acima da capacidade máxima.

Estima-se que entre 3000 e 5000 migrantes continuem em Ceuta. Vivas destacou que a cidade não possui meios para divulgar números exatos e reiterou que a normalidade ainda não foi restabelecida para os habitantes locais, que enfrentaram perturbações significativas na ordem pública durante o auge da crise.

Exigências por deportações e reforço fronteiriço

Diante dos eurodeputados, o presidente de Ceuta exigiu a expulsão imediata dos cidadãos marroquinos que permanecem em situação irregular no enclave. Ele ressaltou, contudo, a complexidade jurídica envolvendo menores não acompanhados, cujo retorno ao país de origem depende estritamente de consentimento legal.

O debate também abordou a vulnerabilidade da fronteira. Vivas afirmou que as autoridades locais haviam alertado o governo espanhol sobre o aumento alarmante nos fluxos migratórios antes do incidente. A falta de colaboração das autoridades marroquinas foi apontada como um fator crítico que agravou a permeabilidade da divisa territorial.

Debate no Parlamento Europeu sobre a integridade da UE

A sessão parlamentar evidenciou a fragilidade das políticas de controle migratório. A ausência de representantes do governo espanhol na audiência foi notada, enquanto o comissário Magnus Brunner ouviu os relatos sobre o trauma enfrentado pela cidade. A situação em Ceuta é agora considerada um teste para a coesão da União Europeia em temas de segurança externa.

Questionado sobre possíveis riscos de segurança, como a infiltração de indivíduos perigosos, Vivas admitiu que as autoridades locais não possuem informações sobre a presença de jihadistas entre os que entraram na cidade. O caso segue sendo monitorado por órgãos internacionais, conforme reportado pela Euronews.

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