O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstra uma sólida vantagem nas simulações de primeiro e segundo turno realizadas na Bahia. O estado, que se destaca como o maior colégio eleitoral do Nordeste, foi palco da maior vitória do petista contra Jair Bolsonaro em 2022, consolidando-se como um de seus principais redutos políticos.
Um levantamento recente do Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira, 11, reforça essa tendência. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores baianos entre os dias 6 e 10 de agosto, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, o que confere robustez aos resultados.
Simulações de primeiro turno na Bahia revelam preferência eleitoral
No cenário de primeiro turno simulado, o presidente Lula (PT) alcança 56% das intenções de voto, evidenciando uma preferência eleitoral expressiva. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo lugar, com 23%, representando menos da metade do apoio atribuído ao atual presidente.
Outros nomes testados na pesquisa incluem Renan Santos (Missão), com 5%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3%; Romeu Zema (Novo) e o Escritor Augusto Cury (Avante), ambos com 1%. Um conjunto de outros candidatos, como Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC) e Leonardo Avalanche (PRTB), somados, atingiram 1% das intenções de voto. A parcela de eleitores que declarou nulo/branco foi de 5%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
Cenário de segundo turno e a dinâmica da rejeição
Quando a disputa é projetada para um segundo turno entre os dois principais nomes, a vantagem de Lula se mantém considerável. O petista registra 59% das intenções de voto, quase o dobro dos 30% atribuídos a Flávio Bolsonaro. Neste cenário, 6% dos eleitores optariam por nulo/branco, e 5% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também avaliou os índices de rejeição dos candidatos, revelando um panorama inverso. Flávio Bolsonaro (PL) desponta como o candidato com a maior rejeição, com 57% dos eleitores afirmando que não votariam nele. Lula (PT), por sua vez, ocupa a segunda posição, com uma taxa de rejeição significativamente menor, abaixo de 30%.
Entre os demais candidatos, Renan Santos (Missão) registrou 27% de rejeição, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) com 25%, e Romeu Zema (Novo) com 24%. Leonardo Avalanche (PRTB) obteve 23%, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) registraram 22% cada. O Escritor Augusto Cury (Avante) teve 18%, Samara Martins (UP) 17%, e Clariana Barão (DC) 15%. Apenas 1% dos eleitores afirmou que poderia votar em todos os nomes, e 1% não soube ou não respondeu.
O peso histórico da Bahia na vitória presidencial de 2022
A Bahia desempenhou um papel crucial na eleição presidencial de 2022. Naquele pleito, o presidente Lula obteve uma vitória esmagadora no estado, conquistando 6.097.815 votos válidos, o que corresponde a 72,12% do total. Jair Bolsonaro, seu adversário, alcançou 2.357.028 votos, ou 27,88%.
Essa diferença representou quase 4 milhões de votos a mais para Lula na Bahia (3.740.787), um número que foi fundamental para sua vitória nacional, onde a margem total foi de aproximadamente 1,8 milhão de votos. O domínio do petista foi tão abrangente que ele venceu em 415 dos 417 municípios baianos, solidificando a Bahia como um pilar de seu apoio eleitoral e um termômetro importante para futuras disputas.
Fonte: veja.abril.com.br