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Calor extremo do El Niño exige cuidados redobrados com idosos e crianças

Calor extremo do El Niño exige cuidados redobrados com idosos e crianças

As ondas de calor intensificadas pelo fenômeno El Niño representam um desafio crescente para a saúde pública, com impactos severos sobre grupos vulneráveis. Segundo o Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, elaborado pelo Inmet e órgãos federais, a probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o início de 2027 é de 100%. A previsão indica que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial pode superar 2°C, elevando a frequência de estiagens, queimadas e temperaturas extremas.

Vulnerabilidade biológica no envelhecimento

O envelhecimento natural do organismo reduz a capacidade de termorregulação, tornando os idosos mais suscetíveis a complicações térmicas. A médica geriatra Recielle Chaves, docente na Afya Marabá, destaca que a diminuição da percepção da sede, somada ao uso de medicamentos diuréticos e doenças crônicas, agrava o quadro de desidratação. Sinais como confusão mental, boca seca, sonolência excessiva e pele quente devem ser interpretados como alertas para intervenção imediata, prevenindo crises cardiovasculares ou respiratórias.

Riscos específicos para o desenvolvimento infantil

As crianças possuem menor reserva hídrica e maior dificuldade em comunicar desconfortos térmicos, o que acelera o processo de desidratação. A pediatra Izabella Sad, professora na Afya Redenção, enfatiza que a insolação em menores pode evoluir rapidamente para quadros graves, incluindo convulsões e perda de consciência. Pais e responsáveis devem monitorar indicadores como a ausência de lágrimas no choro, redução na frequência urinária e letargia, buscando sempre ambientes sombreados e ventilados.

Estratégias de prevenção e hidratação

A prevenção baseia-se na manutenção da hidratação constante e na adaptação do ambiente. Para idosos, a recomendação é oferecer água regularmente, mesmo na ausência de sede, e priorizar o consumo de frutas e verduras. É imprescindível evitar a permanência em locais fechados, como veículos, e garantir que idosos com demência ou limitações motoras recebam assistência constante para evitar o superaquecimento corporal.

No caso das crianças, o aleitamento materno em livre demanda é a estratégia principal para bebês, enquanto para os mais velhos, o consumo de água deve ser fracionado ao longo do dia. A alimentação deve ser composta por preparações leves e de fácil digestão, evitando alimentos que se degradam rapidamente sob altas temperaturas. Caso a criança apresente sinais de exaustão, vômitos ou tontura, a interrupção de atividades ao ar livre e a busca por auxílio médico são medidas indispensáveis para evitar desfechos críticos.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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