Críticas de Paes à composição da Alerj
Durante sabatina realizada pela VEJA+ TV nesta quinta-feira, 27, o candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, Eduardo Paes, teceu duras críticas à atual configuração da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ao ser questionado sobre o cenário político fluminense, o ex-prefeito afirmou que, embora existam parlamentares qualificados, a maioria dos ocupantes da Casa compõe o que classificou como uma “maioria mafiosa”.
O posicionamento de Paes surge em um momento de acirramento da disputa eleitoral, onde o candidato busca se distanciar da gestão atual. Ele ressaltou que, apesar da gravidade da afirmação, é necessário distinguir os parlamentares que exercem suas funções de forma ética daqueles que, segundo sua avaliação, estariam envolvidos em práticas ilícitas.
Confronto direto com a candidatura de Douglas Ruas
O embate político também se concentrou na figura de Douglas Ruas, candidato do PL. Paes rotulou o adversário como o nome da “continuidade” do governo de Cláudio Castro. Segundo o candidato do PSD, o projeto político de Ruas está intrinsecamente ligado ao grupo que sustenta a atual administração estadual.
Para reforçar seu argumento, Paes mencionou a prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. O candidato associou a imagem de Ruas ao grupo político de Bacellar, citando o apoio de figuras como Flávio Bolsonaro e do próprio governador Cláudio Castro como evidências dessa aliança que, segundo ele, precisa ser substituída.
Proposta de mudança e previsibilidade
Ao se apresentar como a alternativa para o Palácio Guanabara, Eduardo Paes defendeu o que chamou de “mudança com previsibilidade”. Com base em sua trajetória como prefeito por quatro mandatos, ele argumentou que o estado necessita de uma gestão que rompa com as práticas do passado, especialmente no que tange ao combate ao crime organizado.
O candidato reiterou que o “crime estava sentado no poder” no Rio de Janeiro, um tema que tem dominado os debates desta campanha. Ao elogiar o governo de Ricardo Couto, Paes tentou traçar um contraste entre sua proposta de administração e a atual situação política, marcada por denúncias de infiltrações de facções criminosas nas estruturas estatais.
Fonte: veja.abril.com.br