O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) manifestou apoio a João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco, após a revelação de uma suposta estrutura digital organizada para realizar ataques contra sua campanha nas redes sociais. A denúncia, que veio a público recentemente, gerou uma onda de solidariedade entre figuras políticas, destacando a preocupação com a integridade do debate eleitoral.
Além de Alckmin, outras personalidades políticas também se uniram em apoio a João Campos. A ministra Luciana Santos (PCdoB) e o ex-ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) também expressaram solidariedade, reforçando a união de diversos setores em torno da defesa de uma campanha limpa e ética no estado.
Denúncia de rede de ataques digitais contra João Campos
O caso ganhou repercussão após uma reportagem da TV Record, exibida na terça-feira (25), que trouxe à tona o depoimento de Amisadai Andrade, um ex-servidor cedido ao Governo de Pernambuco. Segundo o relato, Andrade teria participado de uma rede de páginas e perfis online com o objetivo de enfraquecer a imagem de João Campos nas plataformas digitais.
A denúncia detalha a operação de uma estrutura dedicada a disseminar conteúdos negativos e ataques coordenados. Amisadai foi exonerado de seu cargo no dia seguinte à exibição da reportagem. A governadora Raquel Lyra (PSD) negou ter discutido o assunto com o servidor, embora documentos obtidos pelo Metrópoles registrem ao menos duas entradas de Amisadai no Palácio do Campo das Princesas em 2024.
Repercussão política e a solidariedade de Alckmin
Em sua declaração, Alckmin enfatizou a gravidade da situação e a necessidade de combater a desinformação. “João Campos, você tem o meu apoio e a minha solidariedade contra essa rede de ódio revelada pela imprensa nacional. Vamos em frente, fazendo uma campanha limpa como você faz. Estamos juntos, em Pernambuco e no Brasil, com João Campos”, afirmou o vice-presidente, sublinhando o compromisso com a transparência e a ética na política.
A manifestação de apoio de Alckmin e outros líderes políticos ressalta a importância de proteger o processo democrático de táticas consideradas ilegítimas, que visam manipular a opinião pública através de ataques coordenados e anônimos. A união em torno de João Campos sinaliza um posicionamento firme contra a disseminação de ódio e notícias falsas no ambiente digital.
Medidas legais e o combate à desinformação eleitoral
Diante das acusações, a Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada por João Campos, anunciou a adoção de medidas judiciais. Uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para apurar possíveis abusos de poder político e econômico relacionados à suposta rede de ataques.
O grupo também informou que levará o caso a outros órgãos de controle, buscando uma investigação rigorosa e a responsabilização dos envolvidos. A Frente Popular reforçou seu compromisso em combater a produção e disseminação de conteúdos apócrifos, crimes contra a honra ou qualquer prática que viole a legislação eleitoral, defendendo uma campanha baseada em propostas e respeito à democracia. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco é o órgão responsável por garantir a lisura do processo eleitoral no estado.
Fonte: blogdomagno.com.br