Acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República
A Procuradoria-Geral da República formalizou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. O colaborador é proprietário da empresa Entre Investimentos, entidade identificada pelos investigadores como o canal financeiro utilizado por Daniel Vorcaro para viabilizar o envio de recursos destinados à produção do filme “Dark Horse”.
Os termos detalhados do acordo de colaboração já foram encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça. Cabe ao magistrado a análise e a eventual homologação do documento, que pode trazer novos desdobramentos para as investigações em curso sobre o fluxo de capitais envolvendo a produção cinematográfica.
Detalhes sobre transferências e movimentações financeiras
Nos anexos anexados à delação, Antonio Carlos Freixo Júnior descreveu o funcionamento operacional das remessas. O empresário detalhou a realização de transferências internacionais destinadas a uma conta gerida por um advogado com ligações próximas a Eduardo Bolsonaro, além de relatar a entrega de valores em espécie, transportados por meio de malas de dinheiro vivo.
A apuração conduzida pela Polícia Federal e pela PGR busca determinar a real finalidade desses montantes. As autoridades investigam se os recursos foram efetivamente aplicados na produção do longa-metragem ou se serviram para custear despesas pessoais e operacionais no exterior, levantando suspeitas sobre a natureza das transações.
Contradições sobre o cronograma dos repasses
O conteúdo da delação traz um elemento de tensão política ao desafiar versões apresentadas anteriormente. O depoimento de Freixo indica que as operações financeiras teriam persistido até setembro de 2025, o que contradiz diretamente as declarações prestadas pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro sobre o encerramento das movimentações.
A continuidade dos repasses, conforme apontado pelo colaborador, torna-se um ponto central para a Polícia Federal, que agora confronta os registros bancários e os relatos do empresário com as negativas públicas feitas pelos envolvidos. O caso segue sob sigilo enquanto a justiça avalia a robustez das provas apresentadas.
Fonte: blogdomagno.com.br