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Augusto Cury alfineta STF e elogia ministro em ato político no Rio de Janeiro

Augusto Cury alfineta STF e elogia ministro em ato político no Rio de Janeiro
Paula Freitas/VEJA

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) realizou um ato público na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, um local tradicionalmente associado a manifestações políticas. No alto de um trio elétrico, Cury dirigiu um “abraço muito especial” ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator no caso Master.

A princípio, o psiquiatra evitou abordar diretamente a crise na Corte. Contudo, em entrevista concedida a jornalistas nos bastidores do evento, ele declarou que, “sem acusar ninguém”, alguns membros do STF deveriam prestar todas as contas necessárias ao seu “patrão”, que são os mais de 200 milhões de brasileiros contribuintes, enfatizando a necessidade de transparência e o combate à corrupção no país.

Cury direciona críticas ao Supremo Tribunal Federal

Em suas declarações, Augusto Cury foi enfático ao afirmar que o Brasil não pode mais aceitar a corrupção. Ele destacou que a população é o verdadeiro patrão dos poderes públicos e que, portanto, a prestação de contas é fundamental. “Quem não deve, se defende. E se realmente não deve, está livre”, afirmou o candidato, sublinhando a importância da integridade.

Cury, que se descreve como brasileiro, médico, empresário e trabalhador, classificou a corrupção como uma “epidemia” que está levando o país ao colapso. Ele reiterou a urgência de uma mudança profunda, alertando que, se o cenário atual não for alterado, o Brasil não suportará os desafios impostos por essa situação.

O contexto do caso Master e o apoio a Mendonça

O gesto de apoio de Augusto Cury ao ministro André Mendonça ganha relevância diante dos recentes desdobramentos do caso Master. Na véspera do ato, Mendonça liberou para análise do plenário do STF a investigação sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Com essa liberação, cabe agora ao presidente do tribunal, Edson Fachin, definir os próximos passos do processo. Este movimento coloca o caso em evidência na pauta do Supremo, fornecendo um pano de fundo para as declarações de Cury sobre a necessidade de esclarecimentos por parte da Corte. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, segue com seus trabalhos institucionais em meio ao cenário político e eleitoral.

Ascensão nas pesquisas e ataques aos adversários

O ato em Copacabana reuniu centenas de apoiadores, muitos deles exibindo bandeiras com nomes de deputados estaduais e federais aliados a Cury. O candidato, autor de livros que ele tende a recusar serem chamados de autoajuda, tem experimentado um crescimento significativo nas pesquisas de intenção de voto na última semana, alcançando a terceira posição.

Ele se posiciona atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos criticados por Cury durante sua caminhada. O candidato do Avante apontou a necessidade de “chamar os melhores especialistas para governar essa nação”, pois, em sua visão, o Brasil “não aguenta mais ser capturado apenas por duas famílias”. Ele também prometeu “pacificar” o país.

Nos cinco levantamentos mais recentes, Cury variou de 7,8% a 11% nas intenções de voto. Na pesquisa BTG/Nexus, ele saltou de 2% para 11% em uma semana. No Datafolha, avançou de 2% para 8%, e no AtlasIntel, subiu de 3% em julho para 7,8%. Os maiores percentuais foram registrados na BTG/Nexus e na Real Time Big Data, ambos com cerca de 11%. Apesar de ainda estar consideravelmente atrás de Flávio Bolsonaro e Lula, Cury superou nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).

Fonte: veja.abril.com.br

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