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PF investiga repasse milionário de ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro para filme sobre ex-presidente

PF investiga repasse milionário de ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro para filme sobre ex-presidente
Reprodução / blogdomagno.com.br

Investigação sobre o financiamento de Dark Horse

A Polícia Federal (PF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhes sobre movimentações financeiras suspeitas envolvendo a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, o ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, Marcello de Oliveira Lopes, realizou um repasse de R$ 1 milhão para a empresa Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem.

Os dados, obtidos por meio do Conselho de Atividade Financeira (Coaf), apontam transações atípicas entre novembro de 2025 e dezembro de 2025. O relatório integra a decisão do ministro Flávio Dino, que autorizou a operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10). A produtora teria movimentado cerca de R$ 19 milhões no período, com aportes significativos de diversos remetentes, incluindo o deputado federal Mario Frias.

Operação Make Up e alvos da Polícia Federal

A operação policial mirou 29 alvos de mandados de busca e apreensão, incluindo o deputado Mario Frias e a empresária Karina Gama, responsável pela produtora. Durante a ação, a PF apreendeu sete armas de fogo em um endereço não vinculado ao parlamentar, o que motivou a abertura de investigação por posse ilegal. O celular de Mario Frias também foi recolhido pelos agentes.

As autoridades apuram crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraudes licitatórias. A suspeita central é o desvio de recursos de emendas parlamentares para organizações ligadas à produção do filme, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). O parlamentar, em manifestação enviada ao STF, negou que as emendas tenham sido destinadas a qualquer produção cinematográfica.

Pressão por delação e desdobramentos políticos

A produtora Karina Gama tem enfrentado pressão para firmar um acordo de delação premiada, inclusive com sugestões vindas de lideranças religiosas, segundo informações da coluna de Igor Gadelha. Até o momento, ela resiste à proposta, argumentando que não cometeu irregularidades. Paralelamente, a homologação da delação de Antônio Carlos Freixo, operador financeiro ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, pelo ministro André Mendonça, deve acelerar a fase de depoimentos.

O cenário político também foi impactado pela revelação de um esquema de ataques contra o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos. O político classificou o caso como grave e questionou o uso de dinheiro público em ações de desinformação. Enquanto isso, o governo federal observa os desdobramentos da investigação como um ponto de atenção para a imagem da oposição, buscando explorar as conexões entre o financiamento cinematográfico e o uso de verbas parlamentares.

Fonte: blogdomagno.com.br

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