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Augusto Cury: associação de imprensa critica Estadão por reportagem sobre vínculo com a USP

Augusto Cury: associação de imprensa critica Estadão por reportagem sobre vínculo com a USP
tagem do Estadão intitulada “Augusto Cury se apresenta como professor de pós-gra

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) foi o centro de uma controvérsia jornalística neste sábado (12), após a Associação Paulista de Imprensa (API) divulgar uma nota de repúdio contra uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, conhecido como Estadão. A entidade, com 93 anos de atuação em defesa das liberdades de expressão e informação, criticou veementemente o título da matéria que abordava o vínculo do presidenciável com a Universidade de São Paulo (USP).

A reportagem em questão, assinada pela jornalista Melissa Duarte, foi intitulada “Augusto Cury se apresenta como professor de pós-graduação da USP, mas universidade desmente” ou “CURY DIZ LECIONAR NA USP”, MAS UNIVERSIDADES DESMENTE ELO COM O CANDIDATO. A API classificou o título como “mentiroso” e “fake news”, acusando o jornal de ter um objetivo ideológico de denegrir a imagem do candidato.

A controvérsia em torno do vínculo de Augusto Cury com a USP

A matéria do Estadão buscava esclarecer a natureza do vínculo de Augusto Cury com a Universidade de São Paulo. Segundo a apuração jornalística, a USP informou que o candidato não é professor efetivo ou concursado da instituição, como poderia ser inferido de sua biografia oficial. No entanto, a própria universidade confirmou que Cury ministrou uma disciplina no curso de pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto entre os anos de 2020 e 2022.

A disciplina em questão era “Gestão da Emoção na Formação de Professor Universitário”, oferecida na área de Reabilitação Oral. A USP destacou que, à época, Cury atuou como professor convidado e que, atualmente, não mantém mais nenhum vínculo com a instituição. A reportagem, portanto, detalhava a participação de Cury, mas focava na ausência de um vínculo permanente ou efetivo.

A defesa da Associação Paulista de Imprensa

Em sua nota de repúdio, a Associação Paulista de Imprensa argumentou que, embora o corpo da reportagem do Estadão apresentasse as informações de forma correta e com a confirmação da USP, o título da matéria era enganoso. A entidade enfatizou que a própria universidade reafirmou que Augusto Cury foi, de fato, professor da conceituada instituição, mesmo que como convidado e por um período determinado.

Para a API, o título “não retrata a verdade” e tem o claro interesse de “denegrir a reputação do candidato Augusto Cury à Presidência da República”, levando o leitor a uma percepção negativa. A associação defendeu a trajetória acadêmica de Cury e criticou o que considerou uma tentativa de “macular a biografia” do presidenciável por meio de uma “chamada grave” que não condizia com o conteúdo apurado.

Impacto e críticas à credibilidade jornalística

A Associação Paulista de Imprensa foi além da defesa de Augusto Cury, estendendo suas críticas ao impacto mais amplo de títulos considerados enganosos. A entidade expressou “irresignação” com o que chamou de “chamada da matéria caracterizada como verdadeiro FAKE NEWS”, um fenômeno que, segundo a API, deve ser extirpado do meio jornalístico. A nota lamentou que a credibilidade de um veículo com a tradição do Estadão, com mais de 151 anos de história, fosse abalada por tal prática.

A API ressaltou a importância da verdade, ética, dignidade e profissionalismo no jornalismo, e manifestou preocupação com a contaminação das redações por ideologias, especialmente as partidárias. O documento concluiu com um apelo por um país pacificado, sem divisões e onde a ideologia seja restrita aos estudos acadêmicos, sem influenciar a informação jornalística. Para mais informações sobre o jornalismo brasileiro, clique aqui.

Fonte: blogdomagno.com.br

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