O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria do processo que avalia a possível abertura de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorre após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados ao caso Master, nos quais foram expostos diálogos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A transferência da relatoria foi fundamentada nas normas regimentais da Corte. De acordo com o regimento interno do STF, apurações preliminares que envolvam magistrados do próprio tribunal devem ser conduzidas diretamente pela presidência. Em despacho oficial, Fachin determinou a substituição da relatoria da PET 16.662, retirando o caso das mãos de Mendonça.
Transferência de relatoria e ritos processuais
Ao devolver os autos à presidência, o ministro André Mendonça defendeu sua atuação anterior, afirmando que o envio do caso ao plenário visava garantir a transparência e o cumprimento da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). O magistrado sustentou que sua conduta seguiu os trâmites legais exigidos para a análise de informações sensíveis envolvendo membros da Corte.
O cenário de crise no tribunal foi intensificado pela revelação de mensagens que, além de Moraes e Vorcaro, mencionam o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O material, que integra investigações sobre o Banco Master, tornou-se o centro de um debate sobre a abertura de uma investigação formal ou o arquivamento do pedido.
Decisão do plenário e próximos passos
O futuro do caso será definido pelo plenário do STF na próxima terça-feira (15). Em sessão transmitida ao vivo, os ministros deverão votar se há elementos suficientes para a instauração de um inquérito contra Alexandre de Moraes. O resultado deste julgamento é considerado um divisor de águas para a estabilidade institucional do tribunal.
Paralelamente, o tribunal mantém em pauta outro julgamento relevante envolvendo o ministro André Mendonça, agendado para o dia 23 de setembro. Nesta data, será analisada uma acusação de suposto crime de responsabilidade e abuso de autoridade movida por Moraes contra o colega de Corte. O histórico recente inclui ainda a determinação de Fachin, na quarta-feira (9), pela suspensão de qualquer procedimento investigatório sobre membros do tribunal, centralizando a gestão dos documentos na cúpula da instituição.
Para mais detalhes sobre o funcionamento da Corte, consulte o portal oficial do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: blogdomagno.com.br