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Funai busca reintegração de posse em Terra Indígena Mãe Maria após invasão de famílias

Funai busca reintegração de posse em Terra Indígena Mãe Maria após invasão de famílias
Reprodução / correiodecarajas.com.br

A Terra Indígena Mãe Maria, um território vital para diversas comunidades indígenas e localizada em Bom Jesus do Tocantins, a cerca de 30 quilômetros de Marabá, foi alvo de uma invasão recente. Aproximadamente 150 famílias ocuparam parte da área sul da reserva no último sábado, desencadeando uma rápida mobilização da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outras forças de segurança. O objetivo principal das autoridades é assegurar a proteção do território e efetivar a reintegração de posse, enquanto as comunidades indígenas foram instruídas a manter a calma e evitar qualquer tipo de confronto direto, confiando na atuação judicial e policial para a resolução do impasse.

Invasão na Terra Indígena Mãe Maria mobiliza autoridades

A ocupação ilegal, que incidiu sobre uma porção da área sul da Terra Indígena Mãe Maria, gerou um alerta imediato entre as mais de 50 aldeias que residem no local. Em face da presença dos invasores, as lideranças indígenas optaram por seguir a orientação de não estabelecer contato direto ou iniciar qualquer forma de conflito, priorizando a segurança das comunidades. A estratégia foi acionar prontamente os órgãos responsáveis pela fiscalização e proteção territorial. Dessa forma, a Funai, a Polícia Federal, a Polícia Militar e o Batalhão de Choque foram notificados sobre a situação, dando início a uma série de procedimentos para lidar com a crise.

Diálogo e alegações dos ocupantes

No domingo seguinte ao início da invasão, Carlos Sompré, diretor da Funai em Marabá, deslocou-se à área acompanhado por membros das forças de segurança. O propósito da visita foi estabelecer um canal de comunicação com as famílias ocupantes e compreender as bases de suas reivindicações. Durante o diálogo, os invasores alegaram possuir documentação que, segundo eles, lhes conferiria direitos sobre a área. No entanto, Sompré refutou veementemente essa alegação, sublinhando que a Terra Indígena Mãe Maria possui reconhecimento legal como território tradicional e que qualquer documento apresentado pelos ocupantes será contestado e invalidado em juízo. “Conversamos com o pessoal, mas eu sei que não há documentação legítima da parte deles. A terra é indígena e o documento será contestado em juízo”, reiterou o diretor.

Funai articula medidas para reintegração de posse

Após a avaliação da situação no local, Carlos Sompré informou que seguiria para Marabá com a urgência de articular ações junto à Procuradoria da República. O plano era solicitar medidas judiciais ainda no plantão de domingo, visando à emissão de uma ordem de retirada dos ocupantes. O diretor demonstrou confiança na celeridade do sistema judicial para resolver a questão. “Eu acredito que até amanhã, ao final da tarde, a gente já está com essa reintegração de posse”, projetou Sompré, indicando a expectativa de uma resolução rápida. A concretização dessa medida judicial permitirá o acionamento das forças de segurança para garantir o cumprimento da determinação e restaurar a integridade territorial da Terra Indígena Mãe Maria.

Apelo à tranquilidade e monitoramento da situação

Em um comunicado oficial direcionado às comunidades indígenas Parakanã, Gavião Kyikatêjê, Akrãtikatêjê e demais povos da região, Carlos Sompré fez um apelo enfático por tranquilidade. Ele reforçou o compromisso inabalável das autoridades em monitorar a situação de perto e agir com a firmeza necessária para proteger os direitos territoriais e a segurança dos indígenas. “Eu peço a todo mundo que fique tranquilo, que nós estamos agindo”, concluiu o diretor, buscando transmitir confiança e assegurar às comunidades que a defesa de suas terras e de seu modo de vida é uma prioridade para os órgãos responsáveis. Para mais informações sobre a atuação da Funai na proteção de terras indígenas e os direitos dos povos originários, é possível consultar o portal oficial do governo federal.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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