O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) desmentiu nesta sexta-feira rumores de que teria abandonado sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro. A declaração foi feita em meio a um cenário de incertezas jurídicas, após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) indeferir seu registro de candidatura. O político aguarda agora o julgamento de recursos na Corte para, então, recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma etapa que pode redefinir os rumos da eleição fluminense.
Durante uma transmissão ao vivo, Garotinho afirmou categoricamente que não houve qualquer intenção de desistir da disputa. Ele sugeriu que os boatos seriam parte de uma estratégia maior para prejudicá-lo, questionando o motivo de tal receio por parte de seus oponentes, sem, contudo, nomear os envolvidos. O caso do ex-governador está pautado para ser analisado pelo TRE-RJ na próxima terça-feira.
Candidatura de Garotinho e o cenário eleitoral no Rio
A situação jurídica de Anthony Garotinho é um fator crucial para a corrida eleitoral no Rio de Janeiro. Nas pesquisas mais recentes para o governo do estado, o candidato do Republicanos tem figurado em terceiro lugar, atrás de Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL). Um eventual indeferimento definitivo de sua candidatura e a consequente anulação de seus votos poderiam ter um impacto significativo no resultado, potencialmente favorecendo uma vitória de Paes em primeiro turno, considerando apenas os votos válidos.
A defesa do ex-governador mantém a expectativa de que o TSE possa julgar o recurso rapidamente, citando como precedente a agilidade no trâmite do caso de José Roberto Arruda (PSD). O político do Distrito Federal, que também teve seu registro de candidatura a governador barrado pelo TSE, optou por desistir da disputa na quinta-feira.
Acusações contra a Justiça Eleitoral e a resposta institucional
Em suas declarações, Garotinho expressou confiança na reversão da decisão no TSE, afirmando que “vai vencer” na instância superior. Ele também fez acusações diretas contra o TRE do Rio, alegando que a corte estaria agindo de forma parcial e buscando prejudicá-lo em favor de seus adversários políticos. Essas declarações geraram uma reação imediata por parte da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).
Em nota oficial, a Amaerj repudiou as falas do candidato, reforçando a independência e imparcialidade da Justiça Eleitoral. A associação destacou que o processo referente ao registro de candidatura de Garotinho segue o trâmite normal e que, embora discordâncias em relação a decisões judiciais sejam naturais, as críticas devem ser feitas com responsabilidade e respeito institucional. A entidade reafirmou o compromisso da Justiça Eleitoral em garantir a lisura das eleições e a observância ao devido processo legal.
Fonte: veja.abril.com.br