O fluxo de veículos nas rodovias de São Paulo apresentou um crescimento de 5,1% entre janeiro e setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023. Os dados, extraídos do Monitor de Tráfego nas Rodovias, revelam uma tendência de expansão que abrange tanto o transporte de passageiros quanto o de cargas.
Desempenho por categoria de veículos
O levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe indica que a alta foi impulsionada majoritariamente pelos veículos leves, que registraram um aumento de 5,2% no período. O segmento de veículos pesados também apresentou desempenho positivo, com um avanço de 4,1% no fluxo rodoviário.
Ao analisar o intervalo de 12 meses, o tráfego total nas estradas paulistas cresceu 4,9%. Nesse recorte temporal, os veículos leves mantiveram a liderança com alta de 5,0%, enquanto os pesados registraram um crescimento de 4,4%.
Dinâmica do mercado e impacto no fluxo
A evolução do tráfego de veículos leves está diretamente associada ao desempenho do mercado de trabalho no estado. Segundo informações do Novo Caged, São Paulo contabilizou a abertura de aproximadamente 42,5 mil postos de trabalho formais apenas no mês de agosto, acumulando mais de 306 mil novas vagas ao longo do ano.
Em contrapartida, o setor de veículos pesados apresenta indicadores mais heterogêneos. A atividade logística, que depende diretamente do escoamento de mercadorias, reflete as variações do cenário econômico, apresentando sinais mistos que influenciam a movimentação de caminhões e carretas nas rodovias.
Expansão da frota veicular paulista
O estado de São Paulo consolidou sua posição como o maior polo automotivo do país, atingindo a marca de 36.072.610 veículos em circulação até agosto. Esse montante representa 27,2% do total da frota nacional, evidenciando a relevância da infraestrutura viária paulista.
A frota estadual apresentou um crescimento de 0,3% em relação a julho, com uma expansão de 2,1% no acumulado do ano e de 3,0% nos últimos 12 meses. Dentre os tipos de veículos, os automóveis compõem a maior parcela, representando 58,3% do total, seguidos pelas motocicletas, que correspondem a 17,0% da frota registrada.
Fonte: agenciainfra.com