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Câncer de testículo exige atenção redobrada entre jovens adultos

desafios importantes relacionados à prevenção e ao diagnóstico precoce de doença
Reprodução Dol

A saúde masculina enfrenta desafios críticos quando se trata da detecção precoce de patologias que, embora tratáveis, podem evoluir rapidamente se negligenciadas. O câncer de testículo, embora não figure entre os tipos de maior incidência global, representa uma preocupação crescente devido ao perfil demográfico de seus pacientes, afetando majoritariamente homens em plena fase produtiva e reprodutiva da vida.

O período do Abril Lilás, promovido pela Sociedade Brasileira de Urologia, busca justamente romper o estigma e a falta de informação que cercam o tema. Dados recentes revelam um cenário preocupante: nos últimos três anos, mais da metade dos pacientes brasileiros iniciaram o tratamento já em estágios avançados da doença, o que reduz drasticamente as perspectivas de cura que, em fases iniciais, superam os 90%.

Impacto epidemiológico e o desafio do diagnóstico

A doença é considerada a neoplasia mais comum entre homens na faixa etária de 20 a 40 anos, correspondendo a cerca de 5% dos casos urológicos. A gravidade do diagnóstico tardio é evidenciada pelos números do Ministério da Saúde, que registrou 527 mortes pela enfermidade apenas no ano de 2024. Além disso, o histórico hospitalar do SUS aponta que mais de 47 mil cirurgias de orquiectomia foram realizadas na última década.

Especialistas apontam que a ausência de uma cultura de acompanhamento urológico desde a adolescência contribui para o desamparo médico. Enquanto o público feminino possui um histórico de consultas ginecológicas desde a puberdade, os meninos frequentemente chegam à vida adulta sem o hábito de realizar exames preventivos, o que perpetua resistências que se estendem até a fase de rastreamento de outras doenças, como o câncer de próstata.

Fatores de risco e predisposição genética

A compreensão dos fatores de risco é essencial para a vigilância ativa. O histórico familiar é um dos pontos principais, com maior incidência em parentes de primeiro grau. Condições congênitas, como a criptorquidia — quando o testículo não desce para o escroto antes do nascimento —, elevam o risco consideravelmente, mesmo após a correção cirúrgica.

Além disso, síndromes genéticas como a de Klinefelter, caracterizada pela presença de um cromossomo X extra, estão associadas a uma maior probabilidade de desenvolvimento tumoral. Observa-se ainda uma prevalência estatisticamente maior em homens brancos, embora as razões biológicas para essa disparidade étnica ainda sejam objeto de estudos científicos.

Prevenção através do autoexame mensal

Como não existe um protocolo de rastreamento populacional sistemático, a conscientização sobre o autoexame torna-se a principal ferramenta de defesa. A recomendação médica é que o procedimento seja realizado mensalmente, preferencialmente durante o banho morno, momento em que a musculatura escrotal está relaxada.

Durante o autoexame, o homem deve palpar os testículos em busca de alterações perceptíveis. Sinais de alerta incluem mudanças no tamanho, variações na consistência, inchaços, presença de caroços ou dores persistentes. A identificação de qualquer uma dessas anomalias deve ser seguida imediatamente por uma consulta com um especialista para investigação diagnóstica precisa.

Fonte: dol.com.br

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