O empresário e político Luciano Bivar, conhecido por sua visão multifacetada e atuação internacional, reacendeu o debate sobre seu trabalho intelectual ao recordar uma previsão feita há mais de quatro décadas. Em um livro publicado em 1985, Bivar já antecipava a ascensão industrial e tecnológica da China, um fenômeno que hoje domina o cenário global e foi recentemente tema de uma reportagem de destaque no Jornal Nacional.
Residindo majoritariamente nos Estados Unidos devido à expansão de seus negócios, Bivar enfatiza a relevância de suas observações passadas, que se mostram cada vez mais pertinentes no contexto atual. Ele destaca que a hora é propícia para o Brasil também buscar um salto significativo em direção ao futuro, impulsionado por reformas e uma nova mentalidade.
A Profecia no Livro “Multinacionais”
Na obra intitulada “Multinacionais”, Bivar dedicou espaço para analisar as transformações globais e, de forma notável, apontou para o que estava por vir na China. O texto do livro descreve claramente uma “revolução em marcha” no país asiático, um movimento que, segundo ele, já causava “arrepios no establishment do protótipo de polo socialista, a União Soviética”.
A análise de Bivar identificava as Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) como o “ponto mais visível” dessa transformação. Essa observação precoce sublinhava a capacidade da China de implementar modelos econômicos inovadores que a impulsionariam para o cenário mundial, em um período em que muitos ainda viam o país sob uma ótica diferente.
O Contexto da Previsão e a Visão de Bivar
A previsão de Bivar foi formulada em um período de grandes contrastes econômicos e políticos. Enquanto algumas sociedades permaneciam estagnadas, como ele menciona em seu livro ao citar Portugal e Espanha antes de sua integração à Comunidade Econômica Europeia (CEE), outras buscavam caminhos distintos para o desenvolvimento.
A perspicácia de Bivar em identificar a trajetória chinesa, mesmo com a União Soviética ainda como um polo socialista dominante, demonstra uma capacidade de leitura geopolítica e econômica à frente de seu tempo. Sua visão não se limitava a observar o presente, mas a projetar tendências de longo prazo.
O Chamado para o Futuro do Brasil
Conectando sua análise histórica à realidade brasileira, Luciano Bivar defende que o Brasil precisa urgentemente de um “salto para o futuro”. Para ele, a simplificação tributária é um pilar fundamental para essa transformação, criticando o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) como um “imposto declamatório” que busca “aperfeiçoar o obsoleto”.
Bivar argumenta que a reforma tributária deve ir além de meros ajustes, propondo um sistema que realmente desburocratize e estimule o crescimento. Ele vê a ineficiência tributária como um entrave ao desenvolvimento, impedindo o país de acompanhar as grandes revoluções econômicas e tecnológicas globais.
A Inércia dos Sistemas Estabelecidos
Ao refletir sobre a resistência a mudanças, Bivar também pondera sobre o sistema americano. Segundo ele, os Estados Unidos, “ancorados num sistema imperial”, enfrentam grandes custos e uma forte “questão de inércia” para alterar suas estruturas. Ele sugere que a dificuldade em adaptar-se não é tanto uma questão técnica, mas sim uma resistência intrínseca a abandonar modelos consolidados.
Essa perspectiva reforça a ideia de que a capacidade de inovar e se adaptar é crucial para o progresso das nações. A experiência da China, conforme previsto por Bivar, serve como um exemplo de como a ousadia em implementar novas abordagens pode redefinir o panorama econômico global. Para mais informações sobre o desenvolvimento econômico da China, você pode consultar dados do Banco Mundial.
Fonte: blogdomagno.com.br