PUBLICIDADE

Flávio Bolsonaro defende investigação sobre Banco Master e cobra instalação de CPMI

autorizar a Polícia Federal (PF) a deflagrar a quinta fase da Opera&ccedi
Reprodução Jovempan

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou apoio à atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a autorização para a deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero. A ação da Polícia Federal investiga supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Em pronunciamento recente, o parlamentar reforçou a necessidade de transparência total no caso e exigiu a imediata abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as atividades da instituição.

Pressão pela instalação da CPMI do Banco Master

O requerimento para a criação da CPMI do Banco Master, de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), foi protocolado oficialmente em 3 de fevereiro. O documento conta com o respaldo de 238 deputados e 42 senadores. Para que o colegiado inicie os trabalhos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, precisa realizar a leitura formal do pedido em sessão conjunta do Congresso Nacional.

A morosidade na instalação gerou reações no meio político e jurídico. Em 25 de março, os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira e Plínio Valério impetraram um mandado de segurança no STF solicitando a abertura da comissão. O caso foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, alvo de um pedido de suspeição protocolado pelos parlamentares sob a justificativa de uma suposta relação próxima entre o magistrado e o senador Ciro Nogueira.

Investigações contra Ciro Nogueira e o Banco Master

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) tornou-se um dos focos centrais da Operação Compliance Zero. De acordo com a decisão judicial que autorizou a operação, o parlamentar teria intercedido em favor de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em troca de vantagens econômicas indevidas. O senador nega as irregularidades, afirmando que sua relação com o banqueiro era estritamente institucional e que a emenda apresentada por ele para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não visava beneficiar a instituição.

Contexto da crise e liquidação extrajudicial

A crise envolvendo o Banco Master e suas subsidiárias, incluindo o Banco Letsbank e o Will Bank, culminou na decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 18 de novembro. As investigações apontam que a instituição oferecia CDBs com rentabilidade acima da média de mercado, utilizando operações que inflavam artificialmente o balanço financeiro enquanto a liquidez da empresa se deteriorava rapidamente.

O impacto da quebra é considerado um dos mais severos do sistema financeiro nacional. O FGC iniciou em 17 de janeiro o processo de ressarcimento aos credores das instituições liquidadas, com um passivo que atinge a cifra de R$ 40,6 bilhões. A situação gerou tensões institucionais envolvendo o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal, mantendo o caso no centro do debate político em Brasília. Mais detalhes podem ser consultados em notícias da Jovem Pan.

Fonte: jovempan.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE