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Brasilagro redefine planejamento agrícola para safra 2026/27 sob influência do El Niño

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A BrasilAgro, empresa com atuação destacada no desenvolvimento e comercialização de terras, além da produção de grãos, cana-de-açúcar, algodão e gado, está implementando ajustes estratégicos em seu planejamento de plantio para a safra 2026/27. As mudanças são uma resposta direta às projeções climáticas que indicam a forte influência do fenômeno El Niño, exigindo uma abordagem mais cautelosa e diversificada para mitigar riscos.

nio: cenário e impactos

A decisão reflete a preocupação com as condições meteorológicas adversas que o El Niño pode trazer, especialmente no que tange ao regime de chuvas. A adaptação da matriz produtiva visa garantir a sustentabilidade das operações e a otimização dos resultados em um cenário de incertezas climáticas.

O Cenário Climático e a Estratégia da BrasilAgro

As previsões da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) apontam para uma alta probabilidade de ocorrência do El Niño, com 62% de chance entre maio e julho, e 79% para o período de junho a agosto. Este fenômeno climático é conhecido por alterar os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do globo, com impactos significativos na agricultura.

Durante uma teleconferência com analistas e investidores, André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, destacou que o El Niño tende a atrasar o início das chuvas de verão. Essa alteração pode afetar crucialmente o plantio da próxima safra de soja, que tradicionalmente se inicia em outubro. Guillaumon ressaltou que a região Nordeste do Brasil é particularmente vulnerável aos efeitos do El Niño, o que demanda uma atenção redobrada para a safra 2026/27.

Adaptações no Plantio de Soja e a Busca por Alternativas

Diante da expectativa de chuvas irregulares no começo de outubro, a BrasilAgro planeja uma abordagem diferenciada para o plantio da soja. Áreas que não apresentarem a cobertura ideal de palhada ou condições adequadas de umidade poderão ser retiradas do sistema de plantio inicial ou ter seu cultivo postergado. A presença de uma boa palhada, combinada com um volume de 70 milímetros de chuva em outubro, é considerada essencial para uma germinação eficaz.

Para as áreas que não atenderem a esses critérios, a companhia buscará outras destinações. Uma das alternativas consideradas é o plantio de milho, que possui uma janela de cultivo mais flexível e tardia, permitindo à BrasilAgro adaptar-se às condições climáticas e otimizar o uso de suas terras. Essa flexibilidade é crucial para minimizar perdas e maximizar a produtividade em um ano de El Niño.

Perspectivas para Outras Culturas e o Mercado Global

Na safra 2025/26, a BrasilAgro plantou 77.971 hectares de soja, com uma expectativa de colheita de 246 mil toneladas do grão. Este volume representa um aumento de 14,5% em relação à safra anterior, embora esteja 2% abaixo da estimativa inicial para a temporada atual. A colheita da soja está avançada, com 94% da área já colhida, restando principalmente as operações no Paraguai, onde a safra tem apresentado bom desempenho.

A colheita do milho da safra de verão também foi iniciada, com 1% da área plantada já colhida. A empresa cultivou 11.236 hectares de milho, projetando uma produção de 72,4 mil toneladas. Esse volume representa um crescimento de 59% em comparação com a safra 2024/25 e supera em 12% a previsão inicial para a temporada 2025/26. Além disso, a BrasilAgro iniciou a colheita da cana-de-açúcar em 27.223 hectares, um aumento de 24% em relação ao ano anterior, com projeção de 2,1 milhões de toneladas. Guillaumon também apontou que o El Niño pode impactar a produção de cana-de-açúcar em países como Índia e Tailândia, o que poderia gerar uma valorização nos preços do açúcar nos próximos meses. Saiba mais sobre o El Niño.

Desempenho Financeiro Recente da Companhia

No terceiro trimestre do ano safra 2025/26, a BrasilAgro registrou um prejuízo líquido de R$ 14,3 milhões, um aumento em comparação com o prejuízo de R$ 1,09 milhão no mesmo período do ano fiscal anterior. O prejuízo ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 28,6 milhões no terceiro trimestre fiscal, contra uma perda de R$ 5,1 milhões no ano anterior.

A receita líquida total da companhia no período somou R$ 145,8 milhões, indicando uma queda de 14% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior. Esses resultados financeiros refletem os desafios e as dinâmicas do mercado agrícola, que exigem constante adaptação e planejamento estratégico, especialmente frente a fenômenos climáticos como o El Niño.

Fonte: globorural.globo.com

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