Em uma celebração da maternidade que transcende o comum, a história de Doralice Pereira, uma mulher de 67 anos residente em Marabá, no Pará, destaca-se como um exemplo de dedicação e afeto. Conhecida por ter criado dez filhos — nove mulheres e um homem — Doralice personifica o conceito de “mãe de multidão”, construindo uma verdadeira rede de amor que se estende por gerações. Sua trajetória, marcada por desafios e superações, revela a força inabalável de uma matriarca que, mesmo com os filhos adultos, continua a vê-los como seus “bebês”.
maternidade: cenário e impactos
A narrativa de Doralice é um testemunho da capacidade humana de construir e manter laços familiares robustos, mesmo diante das adversidades. Em um cenário onde a maternidade ganha novas dimensões, a experiência de Doralice e seu marido, Zacarias Pereira, oferece uma perspectiva única sobre a formação de uma família numerosa e o legado duradouro que ela pode deixar.
A jornada do Maranhão a Marabá: raízes e recomeço
A vida de Doralice começou no Maranhão, onde os três primeiros filhos nasceram em um ambiente rural de grandes desafios. Ela recorda esse período como um tempo de muita lida e poucas opções, onde o trabalho árduo era a única constante. “Na roça era sofrido, mas não tinha escolha, era trabalhar e criar. A gente levava como dava”, relata, evocando a resiliência necessária para a sobrevivência.
A busca por melhores condições de vida impulsionou Zacarias a se mudar para Marabá. Após estabelecer-se e garantir um lugar para a família, ele trouxe Doralice e os pequenos para a cidade, marcando o início de um novo capítulo. Inicialmente, a família residiu em uma casa de madeira na Folha 27, um lar simples que serviu como ponto de partida para a adaptação à vida urbana antes de se fixarem definitivamente na Folha 20.
O crescimento da família e a evolução do lar
Foi em Marabá que a família de Doralice se expandiu ainda mais, com o nascimento dos outros sete filhos. Conforme os anos passavam e os filhos cresciam, a casa na Folha 20 precisou se adaptar. O espaço, que antes abrigava todos sob o mesmo teto, foi se transformando. Com a saída dos filhos para construir suas próprias vidas, partes do imóvel foram convertidas em pontos comerciais, uma estratégia para manter o sustento e a vitalidade do local.
Doralice relembra o processo de construção gradual da casa, um esforço conjunto do casal ao longo dos anos. “Essa casa aqui foi levantada aos poucos. A gente foi ajeitando como dava. Quando os meninos foram crescendo e saindo, ficou muito espaço, aí a gente aproveitou pra fazer outras coisas”, explica, destacando a capacidade de reinvenção e a memória afetiva ligada a cada tijolo e tábua.
O ninho cheio: reuniões e a visão de uma mãe
Hoje, a casa de Doralice ganha uma nova dimensão quando todos os filhos, netos e bisnetos se reúnem. Esses encontros transformam o lar, enchendo os cômodos de movimento, barulho e a alegria de uma família vasta. “Quando junta tudo, tu pensa que é um caminhão de gente. Mas é bom demais, eu gosto. Aonde eu chego com eles, eu me sinto bem”, compartilha Doralice, com um sorriso que reflete sua satisfação.
Para ela, o tempo não altera a essência de seus laços maternos. Mesmo com os filhos adultos, casados e com suas próprias famílias, Doralice os vê como suas crianças. “Para mim, é tudo criança. Pode crescer, casar, ser pai… mas continua sendo meu”, resume, expressando a profundidade de seu amor incondicável. A paz e a união prevalecem no convívio familiar, com cada um seguindo seu rumo, mas sempre retornando ao ninho materno, especialmente em datas comemorativas.
Um legado de união e afeto duradouro
A trajetória de Doralice Pereira é uma ode à união e ao afeto. Criar dez filhos pode parecer uma missão impossível para muitos, mas ela a descreve com uma leveza que só a experiência e o amor podem proporcionar. A visão do “ninho cheio” ainda é o que mais toca seu coração, trazendo à tona memórias de um passado vibrante e de uma casa sempre repleta de vida.
A presença de netos e bisnetos amplifica essa sensação de plenitude. “Neto é como se fosse filho duas vezes, e com todo mundo junto, a casa finalmente fica completa”, define Doralice, encapsulando a alegria de ver sua árvore genealógica florescer. Sua história é um pilar de força e um exemplo de como o amor e a dedicação podem construir um legado familiar que perdura por gerações, mantendo viva a chama da união. Para mais detalhes sobre histórias inspiradoras de maternidade, visite o Correio de Carajás.
Fonte: correiodecarajas.com.br