PUBLICIDADE

Boi gordo mantém estabilidade no mercado físico com foco em exportações

José Fernando Ogura/AEN
José Fernando Ogura/AEN

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com um cenário de estabilidade, marcado por cautela por parte dos frigoríficos. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a segunda-feira (11/5) foi pautada pela ausência de diversos compradores, que optaram por avaliar as estratégias de aquisição para o curtíssimo prazo antes de definir novas posições de preço.

Dinâmica regional e oscilações de preços

A análise da Scot Consultoria revela que, das 33 regiões monitoradas, 28 mantiveram as cotações inalteradas em relação à sexta-feira (8/5). Movimentos de alta foram pontuais, observados em localidades como o sul de Goiás, Três Lagoas (MS), sul da Bahia, Marabá (PA) e sul do Tocantins.

Em praças estratégicas como Araçatuba (SP) e Barretos (SP), a arroba do boi gordo permaneceu cotada em R$ 355 para pagamento a prazo. Contudo, houve recuos nos preços da vaca, que caiu R$ 1, atingindo R$ 322, e da novilha, que registrou queda de R$ 2, sendo negociada a R$ 335. Embora existam negócios abaixo da referência no mercado paulista, o volume ainda é insuficiente para alterar a tendência geral.

Perspectivas da oferta e sazonalidade

O analista Fernando Iglesias aponta que a expectativa para o restante do mês é de uma maior disponibilidade de animais prontos para o abate. Esse comportamento é considerado habitual dentro da sazonalidade característica deste período do ano, o que tende a influenciar a dinâmica de preços nas próximas semanas.

Cenário das exportações e mercado externo

O setor mantém atenção redobrada aos fluxos de exportação. A China reportou que a cota brasileira para embarques sem sobretaxa atingiu 50%, enquanto os Estados Unidos sinalizam a remoção de tarifas de importação, o que pode diversificar os destinos da carne brasileira e reduzir a dependência do mercado chinês.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam o bom ritmo dos embarques. Nos cinco primeiros dias úteis de maio, o Brasil exportou 85,883 mil toneladas de carne bovina in natura, mantendo uma média diária de 17,176 mil toneladas. O preço médio por tonelada permanece firme, situando-se em US$ 6.349, conforme dados disponíveis em gov.br.

Comportamento do varejo e atacado doméstico

No mercado interno, o varejo apresentou desempenho positivo na última semana, impulsionado pelo pagamento de salários e pelas celebrações do Dia das Mães. No entanto, o atacado não conseguiu sustentar as cotações das carcaças, que sofreram quedas devido ao aumento da oferta de carne.

A expectativa do setor é que, até esta terça-feira (12/5), os efeitos das vendas do fim de semana no varejo sejam refletidos com mais clareza. O aumento nos pedidos de reposição pelos varejistas poderá, eventualmente, oferecer um novo suporte aos preços praticados no atacado.

Fonte: globorural.globo.com

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE