Consolidação da Roraima Energia no setor elétrico
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) oficializou a aprovação, sem a imposição de restrições, da venda da distribuidora Roraima Energia para a Âmbar Energia. A transação marca uma mudança significativa no controle da companhia, que anteriormente estava sob a gestão da Oliveira Energia.
Além da rede de distribuição, o negócio abrange a aquisição integral de um complexo de usinas termelétricas estratégicas. Estão incluídas na operação as unidades Distrito, Floresta, Monte Cristo Sucuba e Monte Cristo, todas situadas em Boa Vista, capital de Roraima. Segundo o parecer técnico do órgão regulador, a transação não apresenta riscos ao ambiente concorrencial do mercado de energia brasileiro.
Trâmites regulatórios e anuência da Aneel
A decisão do órgão antitruste sucede a anuência prévia concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em deliberação realizada no dia 7 de abril, a diretoria da agência validou a transferência de controle societário. O voto do relator, diretor Gentil Nogueira, foi seguido pela maioria do colegiado, com exceção do diretor Fernando Mosna, que se declarou suspeito para o julgamento do caso.
O processo de análise seguiu os ritos padrão para operações de fusão e aquisição no setor de infraestrutura. A aprovação final pelo Cade remove o último entrave regulatório de natureza concorrencial para que a Âmbar Energia, braço do Grupo J&F, assuma plenamente as operações da distribuidora no estado.
Contexto estratégico e histórico de aquisições
O acordo para a transação foi formalizado originalmente em outubro de 2025. Esta movimentação reforça a estratégia de expansão do Grupo J&F no segmento de distribuição de energia elétrica, consolidando sua presença na região Norte do país. Para mais detalhes sobre o processo, consulte o documento oficial do Cade.
Vale destacar que esta não é a primeira incursão do grupo neste mercado específico. Anteriormente, a empresa já havia adquirido a Amazonas Energia, também em uma transação envolvendo a Oliveira Energia. Naquela ocasião, a transferência de controle foi marcada por um longo período de disputas judiciais, cenário que não se repetiu na aquisição da concessionária roraimense.
Fonte: agenciainfra.com