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Governo federal inicia plano para substituir 700 pontes de madeira em rodovias

tes planeja substituir as cerca de 700 pontes de madeira ainda existentes nas ro
Reprodução Agenciainfra

O Ministério dos Transportes lançou uma ofensiva estratégica para eliminar as cerca de 700 pontes de madeira que ainda compõem a infraestrutura das rodovias federais brasileiras. O diagnóstico técnico aponta que essas estruturas possuem vida útil reduzida e demandam custos elevados de manutenção, além de representarem um risco constante de isolamento para diversas regiões do país.

Estratégia de licitação e modelos construtivos

Para viabilizar a substituição, o governo aposta na estruturação de licitações em lotes maiores, agrupando pontes com diferentes níveis de prioridade. Essa abordagem visa gerar ganho de escala e atrair construtoras para regiões onde a baixa atratividade econômica historicamente dificultava a execução de obras permanentes.

O programa prevê a utilização de modelos construtivos pré-moldados. Com partes fabricadas em centros industriais e transportadas para os locais de instalação, a iniciativa busca reduzir custos operacionais e acelerar a entrega das novas estruturas definitivas.

Governança e monitoramento com tecnologia

As diretrizes fazem parte de uma nova política nacional para a gestão de Obras de Arte Especiais (OAEs), que inclui viadutos, túneis e passarelas. O Ministério dos Transportes identificou a necessidade de padronizar a governança e centralizar informações que, até então, estavam fragmentadas entre órgãos públicos e concessionárias.

O controle será realizado por meio do SGE (Sistema de Gestão de Estrutura), um cadastro nacional unificado. O monitoramento das estruturas passará a utilizar tecnologias avançadas, como:

  • Imagens de satélite
  • Sensores inteligentes
  • Acompanhamento remoto
  • Inteligência artificial

Critérios de prioridade e resiliência climática

O plano de ação, que deve ser apresentado pelo DNIT em até 45 dias, estabelecerá critérios rigorosos para definir a ordem das substituições. Fatores como volume de tráfego, histórico de ocorrências e a importância estratégica da rota para o acesso a hospitais, portos e aeroportos serão determinantes.

Além disso, a nova política incorpora exigências de adaptação climática. O objetivo é aumentar a resiliência das obras frente ao aumento do volume de chuvas e eventos hidrológicos extremos, utilizando o BIM (Building Information Modeling) para gerenciar todo o ciclo de vida dos empreendimentos.

Segurança viária após eventos críticos

A urgência das medidas foi acentuada por incidentes recentes, como o colapso da ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido em dezembro de 2024. A nova regulamentação exige que, ao detectar risco iminente de colapso, as equipes técnicas realizem uma avaliação específica no prazo máximo de 24 horas.

Nas rodovias concedidas, o financiamento das intervenções será absorvido pelos contratos vigentes, com cerca de 2,5% da tarifa de pedágio destinada a medidas de adaptação estrutural. Para as demais vias, o investimento seguirá o OGU (Orçamento Geral da União), com possibilidade de captar recursos via organismos multilaterais.

Fonte: agenciainfra.com

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