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Aumento da gasolina pela Petrobras pode ocorrer antes de votação de projeto de lei

tados, volume de produção interna”, entre outros pontos. “Hoje, estamos equilibr
Reprodução Agenciainfra

A Petrobras indicou a possibilidade de um reajuste nos preços da gasolina produzida em suas refinarias em um futuro próximo. A sinalização, feita pela presidente da companhia, Magda Chambriard, aponta para uma alta “já já”, mesmo com os esforços da estatal para equilibrar o mercado do combustível diante da concorrência com o etanol hidratado, que tem registrado queda em seus valores. Essa manifestação ocorreu durante uma teleconferência com investidores, onde foram apresentados os resultados da empresa.

A expectativa anterior era de que a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que propõe o uso de receitas do petróleo para zerar tributos da gasolina, criaria um cenário mais favorável para o reajuste sem onerar as distribuidoras. Contudo, a tramitação do projeto, aguardada para esta semana, foi postergada, o que coloca em evidência a autonomia da Petrobras em sua política de preços.

Aumento iminente da gasolina e a estratégia da Petrobras

A diretora executiva de Transição Energética e diretora interina de Logística da Petrobras, Angélica Laureano, esclareceu que a política de comercialização da estatal opera de forma “dissociada” do PLP 114/2026. Segundo Laureano, a decisão de reajuste baseia-se em uma análise complexa que considera preços internos, valores de importação e o volume de produção nacional, entre outros fatores.

A diretora enfatizou que, se a avaliação indicar uma persistente defasagem que não atenda às expectativas da empresa, o aumento de preços será implementado. O PLP, nesse contexto, poderia atuar como um mecanismo para auxiliar a não repassar integralmente esse impacto ao mercado consumidor, funcionando como um amortecedor.

O dilema da defasagem e a busca por soluções governamentais

A Petrobras enfrenta uma pressão crescente devido à disparidade entre os preços que pratica internamente e os valores do mercado internacional. Dados divulgados pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) apontaram, na terça-feira (12), uma defasagem média de 81% no preço da gasolina nos polos da estatal. Isso representa que os preços internos estão aproximadamente R$ 2,03 por litro abaixo do Preço de Paridade de Importação (PPI).

Diante desse cenário, o governo busca ativamente estratégias para mitigar o repasse integral do aumento para a população. O PLP 114/2026 é visto como uma aposta inicial para diluir parte desse impacto ao consumidor. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com Magda Chambriard, reconheceu a “necessidade da Petrobras de ir reavaliando esses preços” e destacou a importância de medidas governamentais adicionais para proteger os consumidores.

Tramitação do PLP 114/2026 e os entraves políticos

O Projeto de Lei Complementar 114/2026 tem como objetivo principal utilizar receitas provenientes da exploração de petróleo para compensar a redução de tributos sobre a gasolina, visando estabilizar os preços. Apesar da urgência percebida pelo governo, a tramitação do projeto foi adiada para a próxima semana, em função da ausência da relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), que está em evento nos Estados Unidos.

Fontes indicam que as negociações em torno do texto devem ser retomadas na semana seguinte. Há expectativas de que a relatora tenha reconsiderado algumas alterações que visavam atender ao agronegócio, mas que manteria o diferencial competitivo para os biocombustíveis, uma proposta que conta com o apoio da ala econômica do Planalto.

Divergências sobre alterações no projeto de lei

A relatora Marussa Boldrin, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), havia manifestado anteriormente a intenção de modificar o texto do PLP para incorporar temas de interesse da bancada. Entre as propostas estavam a criação de um instrumento para assegurar vantagem competitiva aos biocombustíveis (etanol e biodiesel) e a destinação de parte da arrecadação do petróleo para a quitação de dívidas do agronegócio, com um montante mínimo sugerido de R$ 20 bilhões.

No entanto, o governo se posicionou contra essas emendas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou publicamente que “não é momento de ampliar o escopo” do projeto. Ele ressaltou a urgência da aprovação do texto original, sem prejuízo de que outras discussões possam ocorrer em paralelo, mantendo o foco na estabilização dos preços da gasolina para o consumidor. Para mais detalhes sobre as declarações da presidente da Petrobras, clique aqui.

Fonte: agenciainfra.com

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