PUBLICIDADE

Operação Compliance Zero: entenda os alvos da nova fase da Polícia Federal

Felipe Mourão, gerente do grupo A prisão também se fundamen
Felipe Mourão, gerente do grupo A prisão também se fundamen

A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Compliance Zero com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de práticas graves, incluindo intimidação, coerção, obtenção de dados sigilosos e invasões a dispositivos informáticos. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, resultou em sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

compliance: cenário e impactos

Entre os detidos está o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A operação busca aprofundar investigações sobre um esquema estruturado que operava por meio de núcleos especializados, dividindo tarefas entre o suporte tecnológico e a execução presencial de ameaças.

Estrutura do braço cibernético e tecnológico

O núcleo denominado ‘Os Meninos’ era responsável pelas atividades digitais da organização. David Henrique Alves é apontado como o líder deste setor, especializado em ataques cibernéticos, monitoramento ilegal e derrubada de perfis em redes sociais. Sua prisão foi motivada por indícios de tentativa de destruição de provas e risco de fuga.

A equipe técnica contava com o suporte de Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Ambos atuavam na logística de ocultação de vestígios e manutenção da infraestrutura digital usada pelo grupo. Documentos falsos e a tentativa de esvaziamento de imóveis após fases anteriores da operação reforçaram a necessidade das prisões preventivas.

Atuação do núcleo de intimidação e coerção

O braço presencial, conhecido como ‘A Turma’, era focado em ações de campo e na obtenção de informações privilegiadas. Manoel Mendes Rodrigues, identificado como operador ligado ao jogo do bicho, liderava o grupo no Rio de Janeiro, sendo responsável pela execução de ameaças e perseguição a desafetos do núcleo central.

A organização também contava com a participação de agentes públicos para garantir o acesso a dados sigilosos. Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa, é acusado de utilizar sua posição para realizar consultas indevidas em bancos de dados oficiais em troca de vantagens financeiras. O grupo também incluía Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado, que atuava na articulação tática utilizando comunicações criptografadas.

Contexto histórico e desdobramentos da investigação

A Operação Compliance Zero tem avançado em diversas frentes desde o seu início. Em fases anteriores, a Polícia Federal prendeu figuras como o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. O senador Ciro Nogueira também figura entre os investigados em desdobramentos recentes da apuração.

Até o momento, a corporação cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados brasileiros. A Justiça determinou o bloqueio de bens patrimoniais dos envolvidos, alcançando o montante de R$ 27,7 bilhões, além do afastamento de suspeitos de cargos públicos. Mais informações podem ser acompanhadas através da Agência Brasil.

Fonte: jovempan.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE