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Eduardo Bolsonaro nega vínculo financeiro com fundo ligado a Daniel Vorcaro

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Esclarecimentos sobre a origem de recursos nos Estados Unidos

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta quinta-feira, ter recebido aportes financeiros de um fundo de investimento associado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Atualmente residindo nos Estados Unidos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou as suspeitas, que são objeto de apuração pela Polícia Federal, como infundadas.

Em publicação realizada em rede social, o ex-deputado afirmou que seu status migratório não permitiria o recebimento de valores sem a devida declaração às autoridades americanas. Segundo ele, não houve exercício de funções de gestão ou emprego no referido fundo, limitando sua participação à cessão de direitos de imagem.

Contexto do financiamento para projeto audiovisual

A controvérsia ganhou novos contornos após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que confirmou o aporte de recursos pelo banqueiro para a produção do longa-metragem Dark Horse. O filme narra a trajetória política de Jair Bolsonaro e teve o investimento canalizado por meio do fundo Havengate Development Fund LP, sediado no estado do Texas.

O fundo é gerido por um advogado que também presta serviços de assessoria migratória para Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado defendeu a idoneidade do profissional, destacando sua vasta experiência acadêmica e atuação consolidada em gestão de patrimônio e fundos de investimento há mais de uma década.

Repercussão política e pressões por investigações

O caso envolvendo o Banco Master gerou uma crise interna na oposição, com reflexos diretos nas articulações para a sucessão presidencial de 2026. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu publicamente que Flávio Bolsonaro forneça explicações detalhadas sobre os áudios envolvendo Daniel Vorcaro, reforçando a necessidade de transparência para a direita brasileira.

Além das cobranças por esclarecimentos, o episódio impulsionou pedidos para a instalação de uma CPI ou CPMI destinada a investigar as relações entre o setor bancário e integrantes do Congresso Nacional. O senador Eduardo Girão também criticou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem acusa de obstruir o avanço das investigações devido a um suposto conflito de interesses.

Desdobramentos e investigações em curso

A Polícia Federal deve iniciar apurações para verificar a natureza dos pagamentos entre o banqueiro e o senador Flávio Bolsonaro. Uma das linhas de investigação busca determinar se houve desvio de recursos para o fundo no Texas, conforme representação apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Enquanto a oposição busca unificar um discurso de defesa, o senador Flávio Bolsonaro reiterou, em entrevista, que sua relação com o banqueiro era estritamente contratual e protegida por cláusulas de confidencialidade. O parlamentar negou qualquer irregularidade e afirmou que o contato visava exclusivamente o viabilização do projeto audiovisual sobre seu pai. Para mais detalhes sobre o cenário político, acompanhe as atualizações em O GLOBO.

Fonte: blogdomagno.com.br

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