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Eduardo Bolsonaro esclarece papel e nega controle de fundos em filme sobre o pai

esse motivo, segundo ele, estaria como produtor-executivo do filme . O ex-deputa
Reprodução Jovempan

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro se manifestou publicamente nesta sexta-feira para refutar alegações de que deteria controle direto sobre os recursos financeiros destinados ao filme “Dark Horse”, uma cinebiografia que promete retratar a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar afirmou categoricamente que não há “nada de ilegal e irregular” no projeto cinematográfico, buscando dissipar dúvidas e esclarecer seu papel na produção. A declaração ocorre em meio a um cenário de intensa fiscalização sobre o financiamento de projetos ligados a figuras públicas, especialmente aqueles com forte apelo político e potencial de influenciar a opinião pública.

A manifestação de Eduardo Bolsonaro surge em resposta a uma reportagem da agência de notícias Intercept Brasil, que apontou o filho do ex-presidente como produtor-executivo do filme, com responsabilidades diretas sobre a gestão financeira do projeto. Segundo o veículo, que teve acesso a um contrato específico, o documento foi firmado em novembro de 2023, envolvendo a produtora GoUp, o próprio ex-parlamentar e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Essa informação levantou questionamentos sobre a transparência e a origem dos fundos da produção, colocando o projeto “Dark Horse” no centro de um debate sobre ética e financiamento político.

O envolvimento inicial e a transição de responsabilidades no filme Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro detalhou que seu envolvimento com o projeto “Dark Horse” teve início com um investimento pessoal, o que, segundo ele, justificou sua posição inicial como produtor-executivo da obra. Essa fase inicial foi crucial para a estruturação do filme, que visa narrar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerando grande expectativa entre seus apoiadores e observadores políticos.

Contudo, o ex-deputado explicou que, após a montagem de toda a estrutura necessária para a produção nos Estados Unidos, ele se desligou da função de produtor-executivo. Posteriormente, um novo contrato foi estabelecido, no qual ele cedeu seus direitos de imagem para o filme, indicando uma mudança em seu papel e responsabilidades dentro do projeto.

Esclarecimentos sobre a gestão financeira e o reembolso de aporte

No que tange à questão financeira, Eduardo Bolsonaro esclareceu que o aporte inicial de cerca de US$ 50 mil, que ele havia investido pessoalmente no projeto, foi integralmente reembolsado. Ele enfatizou que o pagamento foi efetuado diretamente pela produtora responsável pelo filme e, crucialmente, que esse valor não passou pelo fundo específico que gerencia a cinebiografia. Essa distinção busca reforçar a separação entre seu investimento pessoal e a estrutura financeira do filme.

A agência de notícias Intercept Brasil, em sua reportagem, destacou que o contrato de novembro de 2023, ao qual teve acesso, detalhava o papel de Eduardo Bolsonaro na gestão financeira, implicando um controle mais direto sobre os recursos. A controvérsia reside na interpretação desse contrato e na extensão do controle exercido pelo ex-deputado sobre as finanças do “Dark Horse”.

Refutação de acusações e defesa da integridade familiar

Além de abordar seu papel no filme, o ex-deputado também reiterou veementemente a negativa de ter recebido quaisquer recursos financeiros que pudessem estar ligados ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Essa é uma acusação que já havia sido levantada e que ele já havia refutado em outras ocasiões, reforçando sua posição de não envolvimento com tais transações.

Eduardo Bolsonaro classificou as reportagens do Intercept Brasil como uma tentativa orquestrada de “assassinar” a sua reputação e a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à presidência. Ele defendeu a integridade tanto do projeto cinematográfico quanto de seus envolvidos, sugerindo que as acusações fazem parte de uma estratégia maior para descredibilizar figuras políticas ligadas à sua família.

Fonte: jovempan.com.br

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