Acordo comercial impulsiona exportações agrícolas dos EUA
Em um movimento estratégico para reequilibrar as relações comerciais, a Casa Branca anunciou neste domingo um compromisso formal da China para a aquisição de produtos agrícolas norte-americanos. O acordo estabelece a compra de ao menos US$ 17 bilhões anuais em itens do setor entre 2026 e 2028. Este montante é adicional aos compromissos previamente firmados sobre a soja, selados em outubro de 2025.
agronegócio: cenário e impactos
As negociações ocorreram durante encontros de alto nível entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. O diálogo buscou reduzir as tensões tarifárias que impactaram severamente o fluxo de mercadorias entre as duas maiores economias do mundo nos últimos anos.
Retomada de importações e flexibilização sanitária
Além do volume financeiro, o governo norte-americano destacou avanços significativos em questões sanitárias. A China oficializou a retomada das importações de aves provenientes de estados dos EUA que possuem certificação de segurança contra a gripe aviária de alta patogenicidade, conforme diretrizes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No setor de proteína animal, houve um avanço importante para a indústria de carne bovina. Pequim concordou em colaborar com reguladores americanos para remover restrições remanescentes sobre frigoríficos. Na última sexta-feira, o governo chinês já havia renovado licenças de 402 unidades e habilitado outras 77 plantas, elevando o total para 730 unidades autorizadas, embora 38 ainda aguardem a liberação de embarques.
Contexto de mercado e novos conselhos bilaterais
O cenário comercial vinha apresentando desafios acentuados. Dados do USDA indicam que o comércio agrícola bilateral sofreu uma queda de 65,7% em 2025, totalizando US$ 8,4 bilhões, reflexo direto das tarifas cruzadas impostas por ambos os países. A expectativa é que o novo compromisso ajude a reverter essa tendência de retração.
Para garantir a continuidade do diálogo, a Casa Branca informou a criação de dois novos órgãos: o Conselho de Comércio EUA-China e o Conselho de Investimento EUA-China. Essas instâncias deverão atuar como fóruns permanentes para monitorar o cumprimento das metas estabelecidas e facilitar a resolução de futuros impasses comerciais entre as nações.
Fonte: globorural.globo.com