PUBLICIDADE

Julgamento de Henry Borel avança com depoimento de testemunhas no 2º dia

© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O julgamento do padrasto e da mãe acusados pela morte do menino Henry Borel entrou em seu segundo dia, marcando o início da fase crucial de escuta de testemunhas. O caso, que envolve a trágica morte da criança de quatro anos em março de 2021, continua a ser acompanhado de perto no Segundo Tribunal do Júri da Capital. As sessões buscam esclarecer as circunstâncias do óbito e determinar as responsabilidades dos réus, com uma série de depoimentos previstos para os próximos dias.

A progressão para esta etapa é fundamental para a apresentação de provas e a construção dos argumentos da acusação e da defesa. A expectativa é que os depoimentos ajudem a reconstituir os eventos que levaram à morte de Henry, fornecendo ao júri os elementos necessários para sua decisão.

Primeiro dia de sessão: manobras e reviravoltas no julgamento

O primeiro dia do julgamento foi marcado por tentativas da defesa de adiar o processo. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, um dos réus, iniciou a sessão informando a destituição de seus advogados. Essa ação levou a juíza Elizabeth Machado Louro a anunciar sua transferência para um presídio de regime mais rigoroso, o que resultou na reconsideração da decisão pelo réu.

Posteriormente, a defesa apresentou 23 requerimentos visando anular o processo, todos negados pela magistrada. Essas manobras processuais estenderam-se até o encerramento da sessão, às 17h, sem que a fase de depoimentos fosse iniciada. A defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry e também ré, não se manifestou durante essas ocorrências.

Foco nos depoimentos: a busca por evidências no julgamento

Com a superação dos impasses iniciais, o segundo dia do julgamento está dedicado à escuta das primeiras testemunhas de acusação. Estão previstos os depoimentos de dois delegados envolvidos na investigação e de um médico legista, figuras-chave para a apresentação de provas técnicas e circunstanciais. A expectativa é de que esses testemunhos forneçam detalhes cruciais sobre a investigação policial e os resultados da perícia forense.

No total, o processo prevê a oitiva de 27 testemunhas, divididas entre acusação e defesa. A complexidade e o volume de depoimentos indicam que o julgamento poderá se estender por um período estimado entre cinco e sete dias, demandando atenção contínua das partes e do público presente.

As acusações: detalhes do homicídio qualificado

A denúncia apresentada no caso aponta que, na madrugada de 8 de março de 2021, Jairinho teria espancado Henry, resultando na morte da criança. A mãe, Monique Medeiros, é acusada de omissão diante dos fatos, contribuindo para o desfecho fatal. As qualificadoras das acusações refletem a gravidade dos atos imputados a cada um dos réus, conforme o Código Penal.

O ex-vereador responde por homicídio qualificado, caracterizado por meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima, além de torturas praticadas contra o menor. Já Monique é acusada de homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. As penas para esses crimes são severas e dependem da análise do conjunto probatório pelo júri popular.

O julgamento em curso representa um marco importante na busca por justiça para Henry Borel. A progressão para a fase de depoimentos de testemunhas sinaliza o aprofundamento na análise das provas e a proximidade de um veredito que determinará o futuro dos acusados e trará um desfecho a este caso de grande repercussão nacional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE