PUBLICIDADE

Polícia de São Paulo investiga desvio de verba de Wifi público para filme sobre Bolsonaro

Bettina Musatti, 24 de maio de 1988 – Folhapress
Bettina Musatti, 24 de maio de 1988 – Folhapress

A Polícia Civil de São Paulo deu início a um inquérito que apura suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em um contrato de instalação de internet gratuita com a Prefeitura de São Paulo. A investigação, que ganhou destaque após detalhes serem divulgados pelo jornal O Globo, foca na empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária do Instituto Conhecer Brasil, e na possível ligação desses fundos com a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse.

O caso levanta questionamentos sobre a gestão de verbas destinadas a serviços essenciais e a transparência na aplicação de recursos públicos. As autoridades buscam esclarecer se houve má-fé na utilização do dinheiro do programa WiFi Livre SP e se ele foi redirecionado para fins não previstos no acordo original.

Inquérito policial mira dados sigilosos de empresária

No centro da apuração, a Polícia Civil de São Paulo solicitou acesso a informações sigilosas da empresária Karina Ferreira da Gama. O pedido inclui relatórios financeiros detalhados sobre movimentações consideradas atípicas e comunicações de operações financeiras suspeitas que possam ter envolvido a empresária e suas entidades. A requisição está atualmente sob avaliação da Vara Regional de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidirá sobre a liberação dos dados.

A medida é vista como um passo crucial para os investigadores, que buscam traçar o fluxo dos recursos e identificar possíveis irregularidades. A análise desses dados pode fornecer evidências sobre a origem e o destino do dinheiro, auxiliando na elucidação das suspeitas de desvio.

Conexão entre verba pública e produção cinematográfica

A principal hipótese investigada pela polícia sugere que parte dos recursos do programa WiFi Livre SP, destinado a fornecer internet gratuita à população, pode ter sido desviada para financiar atividades relacionadas à produção do filme Dark Horse. Este longa-metragem tem como tema a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que adiciona uma camada de complexidade e interesse público à investigação.

Além do suposto desvio direto, os investigadores também levantam a possibilidade de uma confusão patrimonial. Essa confusão ocorreria entre o Instituto Conhecer Brasil, entidade da empresária Karina Ferreira da Gama responsável pelo contrato do WiFi, e a produtora envolvida na realização do filme. Tal situação poderia indicar uma interligação indevida entre as finanças da organização que gerenciava o serviço público e a empresa cinematográfica.

Posicionamento da prefeitura e defesa da empresária

Diante das alegações, a Prefeitura de São Paulo emitiu um comunicado afirmando que, até o momento, suas análises internas não identificaram irregularidades nos serviços prestados pelo Instituto Conhecer Brasil. A administração municipal ressaltou que, caso futuras investigações ou auditorias revelem problemas, todas as providências cabíveis serão tomadas, reforçando o compromisso com a fiscalização dos contratos.

Por sua vez, Karina Ferreira da Gama, embora ainda não tenha se manifestado publicamente sobre o pedido de acesso aos seus dados sigilosos, já defendeu a regularidade do contrato com a prefeitura. A empresária nega veementemente qualquer conexão entre os recursos do programa WiFi Livre SP e o financiamento da produção do filme Dark Horse, buscando dissociar as atividades de sua empresa das suspeitas levantadas pela polícia. O Globo.

Fonte: blogdomagno.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE