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Altamira se prepara para o Chocolat Xingu 2026, o maior evento de cacau da América Latina

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Altamira, localizada no sudoeste do Pará e reconhecida como um dos principais polos cacaueiros do Brasil, se prepara para sediar a quinta edição do Chocolat Xingu. O evento, considerado o maior do setor na América Latina, acontecerá entre os dias 11 e 14 de junho no Centro de Eventos Vilmar Soares. Com entrada gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, o festival promete ser um ponto de encontro para produtores, empreendedores e entusiastas do cacau e chocolate, fortalecendo a economia local e valorizando a rica produção amazônica.

A iniciativa visa não apenas celebrar a cultura do cacau, mas também impulsionar o desenvolvimento da Região Transamazônica, uma rota turística e econômica estratégica para o estado. O Chocolat Xingu se estabelece como uma plataforma essencial para a exposição, degustação e comercialização de uma vasta gama de produtos derivados do cacau, desde chocolates artesanais e nibs até geleias, manteiga e mel de cacau, destacando a força produtiva e a culinária paraense.

Chocolat Xingu 2026: um palco para a produção e inovação

O evento reunirá mais de 100 expositores de Altamira e de diversos outros municípios paraenses, incluindo a capital Belém, Medicilândia – reconhecida como o maior produtor nacional de cacau –, Brasil Novo, Placas, Vitória do Xingu, Anapu, Uruará, Novo Repartimento, Barcarena e Santarém. Essa ampla representatividade sublinha a importância do Pará no cenário nacional da cacauicultura, com produtores rurais, agricultores familiares, lideranças setoriais e chefs de cozinha defendendo a excelência dos produtos locais.

A programação do Chocolat Xingu 2026 é vasta e diversificada, abrangendo atrações gastronômicas, culturais e formativas. Dentre os destaques, a Cozinha Show e a Cozinha Kids oferecerão aulas técnicas e experiências degustativas para públicos de todas as idades. Renomados chefs regionais e nacionais, como a líder indígena e defensora da culinária tradicional Katyana Xipaya, além de André Cabral, Carlos Motta, Léo Modesto, Bárbara Luanny, Rita Aguiar e Luíza Tabosa, conduzirão as atividades.

Experiências imersivas e reconhecimento da qualidade

Uma das atrações mais aguardadas é o Ateliê do Chocolate, que retorna nesta quinta edição para valorizar os símbolos culturais da região por meio da confeitaria artística. O público terá a oportunidade de acompanhar em tempo real a construção de esculturas gigantescas, feitas integralmente de chocolate, pelo chocolatier Léo Vilela, uma verdadeira demonstração de arte e técnica.

O festival também promoverá o “Concurso de Melhor Chocolate Paraense e de Produtos Derivados de Cacau e Chocolate do Chocolat Xingu 2026”, que premiará agricultores e produtores dedicados ao cacau fino de alta qualidade. Para uma experiência sensorial completa, o Túnel Sensorial reproduzirá os sons, aromas e texturas de uma plantação de cacau, oferecendo uma imersão única no universo da fruta.

Impacto econômico e valorização da bioeconomia amazônica

Além das atividades para o público geral, o Chocolat Xingu incluirá rodadas de negócios B2B e uma programação técnica robusta. Palestras e painéis de debate, como o Fórum Origem e o Origem Day, abordarão temas cruciais como inovação, sustentabilidade e o futuro da cacauicultura brasileira, com a participação de especialistas e autoridades do setor. Essas sessões são fundamentais para o intercâmbio de conhecimentos e o fomento de novas parcerias.

Marco Lessa, idealizador do Chocolat Festival e CEO da MVU Empreendimentos, expressa grande otimismo, esperando que o evento atraia milhares de visitantes e gere milhões em negócios diretos e futuros. Lessa ressalta que o festival se consolidou como um vetor econômico significativo para a região Norte do país, impulsionando setores como agronegócio, turismo e bioeconomia. Ele enfatiza que o evento fortalece a bioeconomia amazônica ao valorizar o cacau sustentável, gerar renda local e contribuir para a manutenção da floresta.

Altamira: potência na produção nacional de cacau

Altamira, o maior município brasileiro em extensão territorial, desempenha um papel crucial na Rota de Integração do Xingu, que, junto a outras cidades da Transamazônica, forma o maior polo cacaueiro do país. O estado do Pará é responsável por mais da metade da safra nacional de cacau, que anualmente atinge cerca de 150 mil toneladas. Desse total, Altamira contribui com aproximadamente 7 mil toneladas, garantindo sua posição entre os 10 maiores produtores do Brasil.

O Chocolat Xingu, realizado pela Prefeitura de Altamira em parceria com o Governo do Pará e o apoio do Funcacau, e organizado pela MVU Promoções e Eventos, tem como objetivo transformar a cadeia produtiva do cacau em um polo de inovação, turismo e economia criativa. Com edições em Belém e Altamira, o festival já soma quase 50 eventos no Brasil e no exterior, consolidando-se no calendário da Amazônia e projetando a região no mapa mundial do chocolate de origem. Para mais informações sobre a produção de cacau no Brasil, visite o site da Embrapa.

Fonte: avozdoxingu.com.br

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