PUBLICIDADE

Violência no Brasil: Atlas revela queda de homicídios e desempenho de gestões estaduais

cada 100 mil habitantes. Zema assumiu em janeiro de 2019 e conseguiu reduzir a t
Reprodução Abril

A segurança pública permanece como uma das principais preocupações da população brasileira, refletindo-se consistentemente em diversas pesquisas de opinião. Em um cenário onde a criminalidade e a atuação de facções criminosas demandam atenção contínua, a busca por soluções concretas e eficazes é uma pauta central para líderes e eleitores em todo o país.

Nesse contexto, uma notícia promissora surge com a divulgação do Atlas da Violência 2026. O levantamento, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta para o menor número de homicídios registrados no Brasil desde o ano de 2014, indicando uma tendência de queda que merece análise aprofundada.

Queda histórica da violência no país

O Atlas da Violência 2026, divulgado recentemente, trouxe dados que sinalizam uma redução significativa nos índices de homicídios em território nacional. Essa diminuição representa um marco importante para a segurança pública, oferecendo um panorama mais otimista em relação aos anos anteriores e reforçando a necessidade de políticas públicas contínuas e estratégicas para manter essa trajetória.

A análise dos dados permite compreender a complexidade do fenômeno da criminalidade e a importância de monitorar as variações regionais e temporais. A parceria entre instituições de pesquisa e segurança pública é fundamental para a produção de informações qualificadas que subsidiem o debate e a formulação de ações governamentais.

Desempenho de gestões estaduais na redução de homicídios

Entre os destaques do relatório, o desempenho de ex-governadores em seus respectivos estados tem sido notado. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, são apontados como gestores que obtiveram resultados positivos na redução das taxas de homicídios durante seus mandatos.

Em Goiás, a taxa de 38,8 mortes para cada 100 mil habitantes, registrada em 2018, foi significativamente reduzida para 18,4 mortes em 2024, representando uma queda de mais da metade do índice. Isso se traduziu na diminuição do número absoluto de vítimas, passando de 2.675 pessoas assassinadas em 2018 para 1.354 homicídios em 2024, evidenciando o impacto direto na vida da população goiana.

Já em Minas Gerais, Romeu Zema assumiu o governo em janeiro de 2019 com uma taxa de 16,2 homicídios por 100 mil habitantes em 2018. Sua gestão conseguiu reduzir esse índice para 12,8. Embora ainda seja um desafio, essa taxa se mantém bem abaixo da média nacional de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, mostrando um avanço importante para o estado.

Cenário nacional: Maiores e menores taxas de homicídios

O levantamento do Atlas da Violência também oferece um panorama das taxas de homicídios em diferentes unidades da federação. São Paulo, Santa Catarina e o Distrito Federal foram os estados com as menores taxas do país, consolidando-se como referências em segurança pública.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, herdou uma taxa já baixa de 7 mortes por 100 mil habitantes e conseguiu reduzi-la ainda mais para 6,6 mortes por 100 mil habitantes, a menor do país. Por outro lado, os maiores índices de homicídios foram observados no Amapá (45,7 mortes por 100 mil), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3) e Ceará (34,3), indicando regiões que enfrentam desafios mais acentuados na área de segurança.

Distrito Federal se destaca em redução proporcional

No período compreendido entre 2014 e 2024, o Distrito Federal apresentou os resultados mais expressivos em termos de redução proporcional da taxa de homicídios. A capital federal conseguiu diminuir seus índices em 66,2%, passando de 30,5 mortos por cada 100 mil habitantes para 10,3. Esse desempenho demonstra a eficácia das estratégias implementadas na região e serve como um modelo para outras localidades que buscam combater a violência de forma contundente.

A continuidade da análise e divulgação desses dados é crucial para que a sociedade e os governantes possam acompanhar a evolução da segurança pública e direcionar esforços para as áreas mais críticas, buscando um Brasil com menos violência e mais qualidade de vida para todos. Para mais informações, consulte o relatório completo do Ipea.

Fonte: veja.abril.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE