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STF mantém integridade territorial do Pará em disputa com Mato Grosso

se tratar de uma área de divisa, outros temas devem ser dialogados entre os Esta
Representantes dos dois estados estiveram sentados à mesa

STF mantém integridade territorial do Pará em disputa com Mato Grosso

O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou, em audiência realizada nesta quarta-feira (10) em Brasília (DF), a manutenção dos limites territoriais do Pará. A decisão, conduzida pelo ministro Flávio Dino, encerra as incertezas sobre a soberania do estado em relação a pleitos do Mato Grosso, consolidando o entendimento jurídico já estabelecido pela Corte em instâncias anteriores.

O encontro reuniu autoridades de alto escalão, incluindo a governadora Hana Ghassan e o governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta. O objetivo central foi pacificar a questão fundiária e abrir caminho para uma cooperação administrativa que beneficie os municípios situados na região de divisa entre os dois estados.

Segurança jurídica e compromisso com o território paraense

Durante a audiência, a governadora Hana Ghassan enfatizou que a integridade territorial do Pará é inegociável. A gestora destacou que o desenvolvimento econômico e social do estado está intrinsecamente ligado à segurança jurídica, que garante investimentos em infraestrutura e o crescimento sustentável das regiões afetadas pelo litígio.

A governadora reforçou que o Pará busca o diálogo como ferramenta de solução, mas mantém a firmeza na defesa de seus limites geográficos. Segundo Hana Ghassan, o foco das administrações deve ser a prestação de serviços públicos de qualidade, respeitando a legalidade e a estabilidade conquistada após anos de disputas judiciais.

Cooperação para serviços públicos na região de divisa

O ministro Flávio Dino propôs que o debate avance para além da demarcação de terras, focando na realidade prática da população que habita a zona de divisa. A proposta é a construção de um acordo de cooperação técnica entre os estados para otimizar a oferta de serviços essenciais, como saúde, educação e logística.

A necessidade de uma gestão integrada foi o ponto central da fala do ministro, que destacou que os problemas enfrentados pelos cidadãos locais superam a questão técnica dos marcos geográficos. A colaboração entre os entes federativos visa garantir que a população não seja prejudicada por impasses administrativos ou territoriais.

Histórico da disputa e decisões judiciais

A controvérsia sobre a divisa remonta a marcos geográficos estabelecidos historicamente, como o Salto das Sete Quedas, com registros que datam da Comissão Rondon em 1890 e da Convenção de Petrópolis em 1900. A Carta Geográfica do Brasil de 1922 consolidou a definição que o Pará defende até hoje.

O Mato Grosso iniciou a contestação judicial em 2004, mas o STF tem mantido decisões unânimes favoráveis ao Pará. O trânsito em julgado ocorreu em maio de 2020, sendo reafirmado em sucessivos recursos, incluindo a negativa de uma ação rescisória em setembro de 2023 e de um recurso em março de 2026. Para mais detalhes sobre o histórico jurídico, consulte o portal oficial do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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