A corrida eleitoral para o governo do Pará em 2026 começa a ganhar contornos, embora o cenário ainda seja marcado por uma parcela significativa de incerteza entre o eleitorado. Levantamento realizado pelo instituto Doxa, em parceria com a TVC, revela que a maioria dos eleitores paraenses ainda não possui um candidato definido para o pleito, evidenciando um ambiente político em fase de maturação.
Panorama da disputa e o cenário de indefinição
Os dados coletados entre os dias 8 e 14 de junho de 2026 apontam que 72,9% dos entrevistados se posicionam como flutuantes na pesquisa espontânea. Esse alto índice de indecisão sugere que o eleitorado ainda não consolidou suas preferências, tornando o processo eleitoral extremamente volátil e suscetível a mudanças conforme o avanço das articulações partidárias e do período de campanha.
Desempenho dos pré-candidatos em cenários estimulados
Quando os nomes são apresentados aos entrevistados, a governadora Hana Ghassan (MDB) e o médico Dr. Daniel Santos (PODE) figuram como os nomes de maior destaque. No cenário com a presença do senador Beto Faro (PT), Hana Ghassan registra 29,1% das intenções de voto, enquanto Dr. Daniel Santos aparece com 24,5%. A diferença entre ambos, dentro da margem de erro de 3,1 pontos percentuais, configura um empate técnico.
A ausência de Beto Faro no cenário estimulado altera levemente os números, elevando a marca de Hana Ghassan para 30,4%, enquanto Dr. Daniel Santos mantém estabilidade com 24,8%. O candidato Mário Couto (DC) também foi testado, apresentando oscilações conforme a composição da disputa. A análise dos dados indica que o eleitorado do PT não migra de forma automática para um único nome, distribuindo-se entre os demais postulantes e o contingente de indecisos.
Evolução histórica e tendências eleitorais
A série histórica do instituto Doxa, que monitora a intenção de voto desde março de 2026, mostra uma trajetória de crescimento para Hana Ghassan, que saltou de 25,4% para 29,1% no período. Em contrapartida, Dr. Daniel Santos apresentou uma leve oscilação negativa, saindo de 27,7% para 26,5% entre março e maio. O aumento constante do número de eleitores flutuantes reforça a tese de que a eleição para o governo paraense será definida apenas nas etapas finais do processo.
Metodologia e rigor técnico do levantamento
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas, respeitando a distribuição proporcional ao peso eleitoral das seis mesorregiões do estado, incluindo a Metropolitana, Nordeste, Sudeste, Sudoeste, Baixo Amazonas e Marajó. Com um nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais, o estudo está devidamente registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Pará sob o número PA-06430/2026, garantindo a transparência e a validade dos dados apresentados para o debate público.
Fonte: carajasojornal.com.br