Crise interna no Novo de Santa Catarina após veto a Zema
O diretório do partido Novo em Santa Catarina enfrenta um momento de profunda instabilidade política. A decisão do presidente estadual da sigla, Kahlil Elias Assib Zattar, de desconvidar o pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, de um evento oficial, gerou uma onda de descontentamento entre correligionários e lideranças nacionais.
O atrito teve origem nas críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais a Flávio Bolsonaro, nome que compõe os quadros do PL. A postura de Zattar foi interpretada por membros da legenda como um movimento isolado e prejudicial à unidade do partido, colocando em xeque sua continuidade no comando da estrutura catarinense.
Reação da militância e pressão pela destituição
Lideranças do partido classificam o episódio como uma afronta direta à principal figura pública da legenda. Em relatos colhidos sob condição de anonimato, membros do Novo descreveram o desconvite como uma facada nas costas, destacando que a decisão não passou por consulta prévia aos demais integrantes da sigla.
A reação tem sido imediata, com filiados de diversos estados manifestando apoio a Zema. O movimento interno, descrito como uma articulação que nasce da base para o topo, pressiona pela destituição imediata de Kahlil Zattar caso não haja uma retratação formal sobre o episódio.
Reunião de emergência e futuro da direção estadual
Diante da pressão crescente, Kahlil Zattar convocou uma reunião de emergência para esta terça-feira. O encontro é visto como a última oportunidade para o dirigente apresentar explicações convincentes ou reverter a decisão que causou o desgaste público.
Embora a Executiva Nacional ainda não tenha sinalizado uma intervenção direta, a sustentação política de Zattar no cargo parece insustentável. A expectativa é que, sem um recuo, o diretório local inicie um processo formal de substituição, conforme reportado pela revista Veja, para evitar maiores danos à imagem do partido no cenário nacional.
Fonte: veja.abril.com.br