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Senado avança em projeto para blindar orçamento de agências reguladoras

recursos próprios. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) se manifestou contra o r
Reprodução Agenciainfra

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado Federal aprovou, em uma sessão recente, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 73/2025. Este projeto representa um passo significativo para as agências reguladoras do país, pois visa impedir o contingenciamento de qualquer despesa relacionada às suas atividades. A aprovação na comissão foi acompanhada de um pedido de urgência, o que encaminha o texto diretamente para deliberação no plenário da Casa.

A medida busca fortalecer a autonomia financeira dessas instituições, consideradas pilares para a fiscalização e o bom funcionamento de setores estratégicos da economia. A blindagem orçamentária é vista como essencial para garantir que as agências possam cumprir suas funções sem interrupções ou pressões externas decorrentes de cortes financeiros.

Ampliação da Proteção Orçamentária das Agências

A redação final do PLP 73/2025, aprovada pela CI, é resultado do relatório apresentado pelo presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO). Uma das principais alterações promovidas pelo relatório foi a ampliação do escopo das despesas que não poderão ser contingenciadas. Inicialmente, o projeto assegurava proteção apenas para as atividades-fim custeadas por recursos próprios das agências.

Com a nova redação, a proteção se estende a um leque maior de despesas, conferindo uma blindagem mais abrangente ao orçamento das entidades. Durante a votação, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) manifestou-se contrária ao relatório, defendendo a votação do texto original, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), mas sua proposta não prevaleceu.

Debate e Tramitação Urgente no Senado

A deliberação sobre o PLP ocorreu após a realização de uma audiência pública que reuniu dirigentes das agências reguladoras para discutir o tema. A audiência foi um momento crucial para que os responsáveis pelas instituições pudessem expor a importância da autonomia financeira para a execução de suas missões.

Embora a expectativa inicial fosse de que o projeto fosse votado ainda pela manhã, antes da audiência, a apreciação foi adiada devido a um pedido de vista coletiva. Esse pedido foi feito após a senadora Soraya Thronicke tentar postergar a votação para a semana seguinte, demonstrando o debate intenso em torno da matéria. Contudo, a urgência foi concedida, acelerando o processo legislativo.

A Importância da Autonomia Financeira para a Regulação

A garantia de um orçamento estável e protegido de contingenciamentos é fundamental para o funcionamento eficaz das agências reguladoras. Essas instituições desempenham um papel vital na fiscalização de setores como telecomunicações, energia, saneamento, saúde e transportes, assegurando a qualidade dos serviços e a proteção dos consumidores.

A autonomia financeira permite que as agências invistam em capacitação técnica, infraestrutura e tecnologia, elementos essenciais para a complexidade de suas atribuições. Sem essa blindagem, estariam sujeitas a flutuações orçamentárias que poderiam comprometer sua capacidade de atuação, gerando incerteza e impactando a segurança jurídica e a qualidade regulatória no país.

Fonte: agenciainfra.com

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