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Lula visita Minas Gerais e evita comentar investigações sobre Jaques Wagner

Lula visita Minas Gerais e evita comentar investigações sobre Jaques Wagner
Reprodução Abril

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou a Minas Gerais nesta sexta-feira, 19, após um hiato de três meses sem visitar o estado. O compromisso oficial ocorreu em Belo Horizonte, durante uma cerimônia voltada à ampliação dos atendimentos oncológicos no Hospital Luxemburgo. O evento marcou o retorno do mandatário ao cenário mineiro, embora tenha sido marcado por omissões políticas e comentários sobre o esporte nacional.

Declarações sobre Neymar e o futebol

Durante seu discurso na capital mineira, o presidente fez uma referência bem-humorada à situação do jogador Neymar. O atleta, que se recupera de uma lesão na panturrilha, tem sido alvo de debates sobre sua participação na Copa do Mundo.

“O Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador em home office. Isso eu vi na internet”, declarou o presidente. Ele ainda complementou a fala sugerindo, de forma irônica, a possibilidade de uma seleção composta por inteligência artificial com jogadores como Pelé.

Silêncio sobre o caso Jaques Wagner

Apesar da expectativa pública, o presidente não mencionou as recentes investigações envolvendo o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. O parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal na quinta-feira, 18.

As apurações apontam para o recebimento de um apartamento e pagamentos vinculados a um ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Embora tenha ocorrido um contato privado de solidariedade entre o presidente e o senador, conforme relatado pelo próprio parlamentar, o chefe do Executivo optou por não abordar o tema durante o evento público.

Cenário político e articulação em Minas

A visita ocorre em um momento de indefinição política para o governo no estado. Após a desistência de Rodrigo Pacheco, que era o nome preferencial do petista, o governo ainda busca consolidar um palanque forte em Minas Gerais. A última passagem de Lula pela região havia ocorrido em 20 de março.

Ao comentar a dinâmica do evento, o presidente minimizou a falta de um palanque tradicional. “Toda vez que a gente vinha anunciar alguma coisa, a gente fazia um palanque com 40 pessoas na mesa, o resto sentado ouvindo. Agora estamos fazendo uma coisa mais íntima”, afirmou.

Presenças e ausências na cerimônia

O evento contou com a participação de membros do alto escalão do governo, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Também estiveram presentes parlamentares do PT e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião.

Apesar de figurar na placa de inauguração da unidade hospitalar, o governador Mateus Simões não compareceu à cerimônia. O evento reforçou a complexidade das alianças locais em um estado estratégico para o governo federal, conforme detalhado em reportagem da Veja.

Fonte: veja.abril.com.br

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