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Sistema Cantareira adota nova metodologia para monitoramento de segurança hídrica

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Reprodução Agenciainfra

O governo do estado de São Paulo implementou uma mudança estratégica na metodologia de acompanhamento dos níveis de água no Sistema Cantareira. A iniciativa visa aprimorar a segurança hídrica paulista ao integrar o monitoramento específico da curva do reservatório ao Sistema Integrado Metropolitano, que anteriormente operava apenas com médias gerais dos mananciais do estado.

cantareira: cenário e impactos

A nova abordagem busca maior precisão na gestão dos recursos hídricos, permitindo uma resposta mais ágil diante de variações climáticas. A medida foi estruturada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística em conjunto com órgãos reguladores, visando fortalecer a resiliência do abastecimento frente a cenários de escassez.

Aprimoramento do monitoramento de segurança hídrica

O controle da situação hidrológica continuará sendo realizado por meio de sete faixas distintas, que determinam as ações do plano de contingência. Com a atualização, o Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica passará a avaliar as condições de ambas as curvas de forma conjunta, priorizando sempre o cenário mais crítico para definir a faixa de atuação vigente.

As reuniões do comitê ocorrerão mensalmente, com a possibilidade de encontros extraordinários em casos de transições inesperadas entre as faixas. Essa estrutura visa aumentar a previsibilidade e a capacidade de resposta do Estado, tratando o ciclo hidrológico de forma integrada e preventiva.

Análise histórica e variabilidade climática

Uma das mudanças mais significativas no modelo é a ampliação da janela temporal utilizada para as projeções. O sistema passa a considerar o comportamento hidrológico dos últimos 15 anos, superando o recorte anterior que se restringia ao período iniciado em 2021.

Essa extensão permite capturar com maior eficácia os efeitos históricos de fenômenos como El Niño e La Niña. A diretora-presidente da SP Águas, Camila Viana, destacou que a utilização de médias móveis de longo prazo segue recomendações de agências internacionais, como a NOAA, para garantir projeções mais precisas para o curto prazo.

Contribuições técnicas e medidas de contingência

A nova metodologia foi construída a partir de contribuições colhidas na Consulta Pública 14 de 2025, realizada pela Arsesp. O processo buscou aperfeiçoar os critérios de monitoramento e os requisitos mínimos para o enfrentamento de crises, incluindo estratégias como a Gestão de Demanda Noturna, que reduz a pressão da rede em horários específicos para evitar perdas.

O diretor-presidente da Arsesp, Diego Domingues, reforçou que todas as faixas de atuação preveem medidas rigorosas para a mitigação de desperdícios. A deliberação oficial que formaliza as mudanças será publicada pelo órgão regulador, consolidando o trabalho conjunto entre a Semil-SP e a SP Águas.

Obras de resiliência e investimentos futuros

Além da mudança no monitoramento, o governo paulista mantém o cronograma de obras voltadas à segurança hídrica. Entre os projetos de destaque está a transposição Billings-Taiaçupeba, sob responsabilidade da Sabesp, com entrega prevista para 2027.

O projeto conta com investimentos de R$ 1,4 bilhão e tem como objetivo elevar a vazão de água em 4 mil litros por segundo. A expectativa é que outras quatro obras de infraestrutura hídrica sejam concluídas na região metropolitana de São Paulo até 2030, reforçando o sistema contra eventos climáticos extremos.

Fonte: agenciainfra.com

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