Depoimento presencial no domicílio do ex-presidente
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que a Polícia Civil do Distrito Federal colha o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A oitiva está relacionada a uma investigação sobre uma arma de fogo apreendida durante uma blitz no início da semana. O magistrado determinou que o ato ocorra de forma presencial na próxima terça-feira (23), no condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar.
Contexto da apreensão da arma
A pistola, modelo Glock 9mm, está registrada em nome de Jair Bolsonaro. O armamento foi recolhido por agentes da Polícia Militar durante uma fiscalização de trânsito em Brasília na última segunda-feira (15). A apreensão ocorreu porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo não estava presente no veículo no momento da abordagem.
Envolvimento do Gabinete de Segurança Institucional
O veículo era conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, que atua na segurança do ex-presidente. Em depoimento prestado às autoridades, o militar afirmou que a arma estava sendo transportada para passar por reparos técnicos. Após prestar esclarecimentos, o servidor foi liberado pela Polícia Civil.
Restrições legais e procedimentos
A decisão de Alexandre de Moraes por um depoimento presencial baseia-se na restrição legal imposta ao ex-presidente quanto ao uso de comunicações eletrônicas. O magistrado destacou que uma tentativa anterior de intimação pessoal foi frustrada pela equipe de escolta, que impediu o acesso ao intimando. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, estando em regime domiciliar humanitário desde 24 de março para tratamento de saúde. Mais detalhes sobre o caso podem ser acompanhados através do portal g1.
Fonte: blogdomagno.com.br