Expansão da aviação brasileira com aporte do Fnac
O comitê gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) oficializou, nesta segunda-feira (22), a liberação de um pacote de crédito que totaliza R$ 13,56 bilhões. Este montante representa a maior estruturação financeira já realizada com recursos do fundo, visando fortalecer a infraestrutura e a capacidade operacional das companhias aéreas que atuam no país.
A medida busca equilibrar a necessidade de capital de giro imediato com investimentos estratégicos de longo prazo. O setor aéreo, essencial para a conectividade nacional, recebe este suporte em um momento de busca por modernização e ampliação da malha de voos em todo o território brasileiro.
Estrutura do crédito para capital de giro
Do volume total aprovado, R$ 8 bilhões foram reservados exclusivamente para uma linha emergencial de capital de giro. O objetivo é garantir a sustentabilidade operacional das empresas diante dos desafios econômicos atuais do setor.
As condições estabelecidas pelo comitê incluem:
- Prazo de pagamento de até 60 meses.
- Taxa de juros fixada em 4% ao ano.
- Carência de até 12 meses para início dos pagamentos.
- Vedação rigorosa à distribuição de dividendos durante a vigência dos contratos.
As empresas Gol, Latam e Azul possuem teto de captação de até R$ 2,5 bilhões cada, enquanto a Abaeté tem acesso a um limite de R$ 80 milhões.
Investimentos em modernização e sustentabilidade
Além do suporte emergencial, o comitê autorizou o acesso a R$ 5,56 bilhões destinados a projetos de longo prazo. Gol, Latam e Azul podem captar até R$ 1,8 bilhão cada para modernizar suas atividades e expandir a frota. Segundo a Agência iNFRA, os recursos contemplam desde a aquisição de novas aeronaves até o investimento em combustível sustentável (SAF).
As taxas de juros para esta modalidade variam conforme a finalidade do investimento:
- 6,5% ao ano para compra de SAF e infraestrutura logística.
- 7% ao ano para manutenção de aeronaves e motores.
- 7,5% ao ano para aquisição de novas aeronaves.
Contrapartidas para integração regional
Como condição para acessar as linhas de longo prazo, as companhias devem assumir compromissos de expansão regional. A exigência é que as empresas ampliem a oferta de voos em regiões estratégicas, focando especialmente na Amazônia Legal e no Nordeste.
As operadoras devem aumentar em 15% a proporção de frequências nessas áreas ou garantir que 17,5% das decolagens anuais ocorram nessas regiões. Esta meta deve ser atingida em um prazo de até 24 meses, com manutenção obrigatória por, no mínimo, um ano subsequente.
Fonte: agenciainfra.com