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Bloqueio orçamentário da ANM ameaça fiscalização e investimentos no setor mineral

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Reprodução Agenciainfra

A Agência Nacional de Mineração (ANM) alertou sobre os impactos severos do recente bloqueio orçamentário, que compromete a execução de atividades consideradas essenciais para a política mineral brasileira. Anunciado na última semana, o contingenciamento de recursos impôs uma redução de R$ 22,65 milhões na programação da agência para o ano, resultando na suspensão e paralisação de operações cruciais.

A situação atual, conforme comunicado pela ANM, transcende a mera diminuição da capacidade operacional, afetando diretamente a fiscalização de barragens, o controle da arrecadação de royalties do setor e a análise de projetos de minerais estratégicos. Este cenário levanta preocupações sobre a segurança e o desenvolvimento do setor mineral no país, em um momento de crescente demanda global por esses recursos.

Impacto nas operações de fiscalização e segurança

O bloqueio orçamentário imposto à ANM tem consequências diretas na capacidade da agência de cumprir seu mandato regulatório e de segurança. A fiscalização de barragens, por exemplo, é uma das áreas mais afetadas, com um número significativo de estruturas que não receberão as vistorias técnicas programadas.

Especificamente, 43 barragens e 18 pilhas de mineração que deveriam ser inspecionadas até o final do ano não poderão ser vistoriadas se o atual corte de verbas for mantido. Além disso, atividades como o combate à lavra ilegal e a modernização de sistemas internos, cruciais para a eficiência e transparência do setor, também estão comprometidas.

Desafios para os minerais críticos e estratégicos

A análise de projetos de minerais críticos e estratégicos, essenciais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e a mobilidade elétrica, é outra frente impactada. Esses insumos são cada vez mais demandados globalmente, e o Brasil busca ampliar sua participação nas cadeias de fornecimento.

A redução da capacidade operacional da ANM ocorre em um momento estratégico para o país, que visa consolidar sua posição como destino de investimentos internacionais no setor mineral. A incapacidade de analisar e aprovar esses projetos de forma eficiente pode frear o potencial de crescimento e a inserção do Brasil em mercados globais de alta relevância.

Adiamento da 9ª Rodada de Leilões de áreas minerárias

A restrição orçamentária também comprometeu a estruturação e a execução dos processos de oferta de áreas minerárias disponíveis. A 9ª Rodada de Disponibilidade de Áreas, inicialmente prevista para o início deste ano, foi suspensa devido à falta de recursos para integrar o sistema de gestão de processos da ANM com a plataforma de oferta de ativos da B3.

Com cerca de 88 mil áreas disponíveis, das quais 17 mil poderiam ser ofertadas ao mercado, o adiamento desses leilões representa uma perda de oportunidades. A postergação reduz a entrada de novas áreas no ciclo de investimentos do setor mineral e dificulta o aproveitamento econômico de áreas aptas para retorno ao mercado, impactando o desenvolvimento e a arrecadação do setor.

Para mais informações sobre o bloqueio orçamentário que afeta diversas agências, consulte a nota oficial da ANM.

Fonte: agenciainfra.com

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