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Brasil busca protagonismo global com ciência e defende soberania em meio a tensões

Brasil busca protagonismo global com ciência e defende soberania em meio a tensões
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva delineou, nesta terça-feira (28), a estratégia brasileira no cenário internacional, enfatizando a competição por meio do avanço científico e tecnológico, em detrimento de confrontos militares. A declaração foi feita durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), onde o mandatário ressaltou a importância de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para o país.

Paralelamente a essa visão de política externa, o Brasil se viu no centro de discussões diplomáticas com a prorrogação de uma ordem executiva dos Estados Unidos e a repercussão de comentários do presidente argentino. Internamente, o governo também anunciou progressos significativos na redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), buscando otimizar a prestação de serviços públicos.

A Estratégia Brasileira para o Cenário Global

Durante seu discurso na SBPC, o presidente Lula afirmou que o Brasil não tem a intenção de entrar em conflito com potências globais como a China e os Estados Unidos. Ele argumentou que o país não possui a mesma capacidade militar ou tecnológica dessas nações, como aviões, tanques ou bombas. Em vez de confrontação, a estratégia proposta é superá-los por meio de maior investimento em estudo, pesquisa e conhecimento científico e tecnológico, especialmente em áreas como a exploração de terras raras.

O mandatário também reiterou o compromisso de seus governos anteriores com a ciência e tecnologia, destacando a criação de universidades e a ampliação de vagas no ensino superior. Além disso, Lula sublinhou a necessidade de desenvolver tecnologia na área de Defesa para proteger os recursos nacionais e o território brasileiro. Ele questionou a capacidade de proteção de bens como o petróleo no mar e as vastas reservas de terras raras sem um plano de defesa robusto, alertando para o risco de invasões em caso de despreparo. A reunião da SBPC, que serve como palco para essas discussões, tem como tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, reforçando o foco em avanços científicos para o progresso nacional.

Tensões Diplomáticas e a Postura do Brasil

No âmbito das relações exteriores, o governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (28), a prorrogação por mais um ano de uma ordem executiva assinada contra o Brasil em 30 de julho de 2025, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Embora a medida de 2025, que impunha uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, tenha sido derrubada pela Suprema Corte, o anúncio atual mantém sanções financeiras contra autoridades brasileiras, conforme explicou o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. Ele destacou o efeito político da prorrogação, que não afeta tarifas, mas mantém outras restrições como embargo ou congelamento de bens.

O comunicado norte-americano reitera acusações contra o governo brasileiro, mencionando políticas que interferem na economia dos EUA, restrições à liberdade de expressão, violações de direitos humanos e perseguição política a um ex-presidente, sua família e apoiadores. A ordem executiva, que não requer aprovação do Congresso, declara uma emergência nacional em relação ao Brasil, alegando que certas atividades, como censura e prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão, representam uma ameaça à segurança nacional, política externa e economia dos Estados Unidos. A emergência nacional declarada em 30 de julho de 2025, pela Ordem Executiva 14323, permanecerá em vigor após 30 de julho de 2026.

Adicionalmente, as relações com a Argentina foram abaladas por declarações do presidente Javier Milei, que se referiu ao presidente Lula como “presidiário” e ao ministro Alexandre de Moraes como “careca lixo”. O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou as falas como uma intromissão “grosseira” nos assuntos internos do Brasil, prestando um desserviço ao país vizinho. As declarações, feitas em território nacional durante um evento político, geraram revolta no Palácio do Planalto e preocupação com possíveis danos às relações comerciais no Mercosul. O Itamaraty considerou as falas inaceitáveis e sem precedentes, embora não tenha solicitado um pedido formal de desculpas.

Avanços na Gestão Pública e Desafios Internos

No cenário doméstico, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou uma significativa redução na fila do INSS. Segundo ele, a fila já foi diminuída em 80% e a meta é zerá-la até o final do mandato presidencial. Queiroz destacou o “trabalho hercúleo” realizado desde janeiro, que resultou na concessão de 890 mil benefícios em março, o maior volume mensal da história. O número de processos com mais de 45 dias de espera, que define a fila, caiu de 1,8 milhão para 390 mil.

O ministro esclareceu que a fila do INSS é virtual, e processos dentro do prazo de 45 dias, estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), não são considerados como parte dela. O objetivo é garantir que todos os pedidos sejam respondidos dentro desse período, eliminando o represamento. Para cumprir essa missão, foi anunciada a contratação de 500 novos peritos do INSS, visando agilizar ainda mais o atendimento e a análise dos processos. Mais informações sobre a política externa brasileira podem ser encontradas em CNN Brasil.

Fonte: blogdomagno.com.br

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