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Campanha de Flávio Bolsonaro lidera arrecadação em meio a receio de empresários

Campanha de Flávio Bolsonaro lidera arrecadação em meio a receio de empresários
YouTube/Reprodução

A campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto consolidou-se como a principal força financeira entre os postulantes ao cargo, alcançando a marca de 47,9 milhões de reais registrados junto ao Tribunal Superior Eleitoral até a última sexta-feira, 11. O montante coloca o candidato do PL à frente de seu principal adversário, Lula (PT), que contabiliza 41 milhões de reais em receitas declaradas.

Panorama financeiro da corrida eleitoral

Além dos dois primeiros colocados, o cenário de arrecadação apresenta outros nomes com volumes distintos de recursos. Ronaldo Caiado (PSD) soma 6,4 milhões de reais, enquanto Romeu Zema (Novo) atingiu 3,9 milhões de reais. Na sequência, Renan Santos (Missão) registra 1,3 milhão de reais, e Augusto Cury (Avante) contabiliza 412.062,00 reais em sua conta de campanha.

Clima de cautela entre o empresariado

Apesar da liderança nas cifras, a equipe de articulação política de Flávio Bolsonaro tem enfrentado obstáculos práticos na captação de novos recursos. Conselheiros que buscam apoio financeiro junto ao setor privado relatam um clima de apreensão entre executivos. O receio, segundo os relatos, está ligado a possíveis represálias por parte do ministro Alexandre de Moraes, figura frequentemente criticada pelo presidenciável do PL.

Contexto jurídico e o caso Master

A tensão nos bastidores eleitorais coincide com a expectativa para a sessão marcada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para a próxima terça-feira, 15. O plenário da Corte deve analisar um relatório da Polícia Federal apresentado pelo ministro André Mendonça. O documento trata de conexões envolvendo o banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Perfil dos principais doadores

Atualmente, o financiamento da campanha do PL conta com contribuições de nomes expressivos do setor produtivo. Entre os maiores doadores privados estão Erasmo Carlos Battistela, CEO da Be8, com 500.000 reais; Walter Schlatter, prefeito de Chapadão do Sul, com 300.000 reais; e Waldemar Verdi Junior, presidente do conselho da Rodobens, com 180.000 reais. Vale ressaltar que a legislação do TSE limita as doações de pessoas físicas a até 10% do rendimento bruto auferido no ano anterior ao pleito.

Fonte: veja.abril.com.br

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